sábado, 21 de setembro de 2013

A Construção de um Herói

O País, carente de heróis resolveu criar um.
Procurou um com tom de pele que durante muitos anos foi socialmente excluído e, hoje não pode ser, pelo menos publicamente, porque é crime.
Não que este senhor não tenha cometido lá seus crimes, bateu em mulher, agrediu colegas de trabalho, rasgou constituição, mas foi relator, ou seja, relatou, leu, os autos de um processo no Poder Supremo do País, logo, juntando a carência de um povo com um processo de provas insuficientes, foi o suficiente para acobertar o crimes deste senhor.
Não, o povo não está errado de cobrar, de querer ver os julgamentos acontecerem, mas se já sub-julgam, para que precisam do Poder Supremo que condena ou inocenta a bel-prazer?
Então eis que chegam 5 ilustres, quase conhecidas, protestar contra uma lei que garantiu direitos a quem a mídia já tinha decretado culpado. Ora, há pouco todos gritavam que queriam que se cumprisse a lei e, agora protestam pelo seu cumprimento?
Há muitas contradições, inclusive, onde estas mesmo 5 ilustres se abrigam financeiramente, um lugar onde houve apoio a Ditadura brasileira, mas não perde a oportunidade de criticar a cubana, sem contar que sonegam milhões e anualmente pedem doações de bilhões em uma campanha para a "Esperança".
Quantas contradições em um país que não sabe muito bem o que quer, nem para onde vai. Vai no arrastão, vai na multidão, vai no poder da mídia que controla a massa.
Massa essa de coxinhas, que está cada dia mais estragada e com recheio de cartilagens.
Cria-se heróis baseado em nada, ou melhor, baseado na carência de heróis.
Precisamos que nossos esportistas voltem a aparecer, se manifestar, amar uma camisa, um time, o país onde vivem e, que vivam entre nós e não em outros países, onde tem uma folha de pagamento maior.
Claro, quem não quer uma folha de pagamento mais encorpada? Mas nem por isso se deve perder os princípios, os valores éticos e morais, sair por aí repetindo bonitas frases de efeito moral para "se sair bem na fita".
Que se construa heróis, mas que sejam eles verdadeiros, que não sejam gritados e muito menos impostos pela grande massa manipuladora de ideias, que estes heróis não sejam levantados em falsos alicerces, nem através de fotografias de grande impacto, que apenas palavras rebuscadas não sejam suficientes, que se cobre bons exemplos e, que tão pouco o remorso de um dia ter sido o maior alvo de preconceito, não tome conta da nossa capacidade de discernimento.
Consertemos nossos erros, enterremos nossos preconceitos, levantemos nossos heróis, deixemos o luto e vamos a luta, amemos nossa Pátria Mãe Gentil e sejamos filhos gentis.


domingo, 15 de setembro de 2013

O que foi feito, amigo?


   Dia destes fui visitar meu orkut, ainda tá lá, com aquela medalhinha por eu ser usuária há mais de 5 anos. Usuária, tipo droga, né?
     Mas verdade seja dita, eu entrei no orkut quando ainda se precisava de convite e me lembro dos primeiros contatos com ele, achei tudo lindo e muito legal, reencontrei muita gente da infância, adolescência, me senti muito próxima de várias pessoas e até sou dona de uma comunidade com mais de 2000 pessoas, hahaha.
     Enfim, fui ver as fotos e salvar algumas para colocar no face, pra mim o migrakut nunca funcionou.
     Em meio a tantas fotos, fotos de amigos, algumas mais recentes, outras de adolescência e resolvi colocá-las no face e fazer as devidas marcações, nenhuma horrenda, mas antiga, onde podemos agradecer ao tempo por ele ter passado.
     Fiquei feliz com a receptividade de uns, embaraçada com o silêncio de alguns e cheguei a pensar que nem tudo estaria perdido com o comentário de outros, ledo engano.
     Hoje, uma semana depois, fui mostrar para uma outra amiga e vi que uma pessoa se desmarcou das fotos, fiquei demasiadamente chateada e então apaguei todas as fotos da época, afinal, como eu disse não havia ninguém horrendo a ponto de se desmarcar, são apenas fotos antigas que se registrou momentos bons e até, porquê não, importantes da nossa vida? Do tempo em que se revelava fotografias. Mas fiquei chateada e tirei do face, eu teria achado mais conveniente a pessoa ter vindo até mim e falado: - Tem outra foto nossa? Aquela não me valoriza muito, mas aquele momento foi ótimo, porém de qualquer forma eu preferia deixar nossa amizade registrada com uma fotografia melhor. Ou algo do gênero.
     Não importa, não era preciso agir como se eu houvesse feito uma ofensa e não uma homenagem.

     Bom, eu sei que me coloquei a relembrar e pensar nos acontecimentos, depois da chateação e concluí que: amizade de adolescência é bom sim, demais, e com algum esforço conseguimos manter, mesmo que nossa vida mude o rumo completamente, que o gosto seja outro, que venham namorados, maridos, filhos...Tenho alguns amigos mais antigo que podem comprovar, porém, amizade nenhuma é mantida sem carinho, sem regar, sem ligar.
     Não existe amizade bem sucedida com: -Vamos marcar um dia.
     Adolescentes estão descobrindo o mundo e as maiores influências da vida de uma pessoa são seus
amigos daquela época, são eles que compartilharam os maiores segredos da vida, afinal, depois dos 30 poucos são os grandes segredos.
     Adolescentes tem um mundo para desbravar, e poucas coisas é tão boa quanto se sentar 15, 20, 50 anos depois e chorar de rir, de saudade, de alegria dos planos e até dos objetivos alcançados.
     Amigos que fazemos na adolescência são irmãos extras que Deus dá pra gente.


     Há alguns, não muitos anos atrás, eu estava de visita a minha cidade, a qual eu voltei a morar, e uma das minhas amigas de adolescência foi apresentar uma peça teatral, então eu peguei Sofia, convidei meu tio e fomos, daí Sofia perguntou: - Mãe porque a gente tem que ir ver esta peça?
     E meu tio, mais rápido do que eu, respondeu:
- Porque quem vai estar na peça é uma amiga da sua mãe, desde que ela era nova, e você vai crescer, casar, ter filhos e elas continuarão sendo amigas, até ficarem velhinhas.
     E eu nesta hora tive convicção que ele falava uma verdade.
     Hoje eu lamento, não sei mais nem se ela tem celular, moro bem perto das minhas amigas de adolescência e só vejo uma, a que mora mais longe.
     Tenho consciência que os interesses mudam, o ritmo é outro, assim como tenho certeza que é possível regar uma amizade até quando se está distante, o que dirá perto.
     Mas a distância não se dá somente a geografia, se dá também a importância que você dá para esta ou aquela pessoa, aquele acontecimento, aquela fase.
     O fato é que crescemos, e os antigos amigos podem continuar sendo amigos, afinal se cabem os novos no nosso dia-a-dia podemos manter os que vieram antes.
     Nos adaptamos tanto com o novo e simplesmente descartamos os antigo, esquecendo o custo que foi cativá-lo.
     E assim formamos laços superficiais, nos trancamos em nossa falsa felicidade, descartando passagens ruins das nossas vidas, juntos com as pessoas e lamentavelmente enterramos passagens boas e bonitas.
     Seguiremos assim, descartando os amigos, os amores, a vida.
     Troquemos de amigos, como um adolescente troca de namorado.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Tempo

E o tempo vem como uma avalanche.
Sem que se percebesse ele passou,
E a vida aconteceu,
E machucou,
E a gente descuidou,
E marcou,
E o coração endureceu,
As lágrimas secaram,
O amor morreu.

A vida corre,
Sem que se note.
Rugas,
Pés de galinha,
Celulites,
Gorduras,
Descuido,
Desilusão,
Desamor.

O relógio não para,
O tempo não perdoa,
A vida não volta.
Lembranças,
Histórias,
Marcas,
Passado,
Presente,
Futuro!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Padecendo no Paraíso

     Elas estão se revezando.
     Há umas três semanas foi Valentina que acordou de madrugada com dificuldade para respirar, então às 3:30h da manhã lá estava eu, dando entrada no Pronto Socorro.
     Semana passada foi Sofia que me fez ir ao hospital correndo, 4h da manhã. Levou um tombo da cama e se queixou de muita dor. Fomos liberadas depois de um raio-x e muitas perguntas e olhares desconfiados. Fomos liberadas depois que foi concluído que ela apenas caiu da cama.
     Há dois dias atrás Valentina acordou, por volta desta mesma hora, 3:30h, 4h, vomitando. Depois de um banho foi deitar com a mamãe sorrindo.
     E hoje, Sofia, um pouco mais tarde, 5:30h, acordou se sentindo mal, tonta, com náuseas, dor-de-cabeça e afins, claro, fomos novamente correndo para o Pronto Socorro.

     Aí me perguntam: - O que você faz da vida?
     - Sou mãe!
     - Não! Para viver.
     - Ah! Para viver?
     - Bom sinto o cheiro delas, cada vez que vem para o meu colo, sorrindo, chorando, ou só em busca de colo, farejo, como um bicho, para sentir o cheiro das minhas crias.
     Ás vezes as chamo para o meu colo, com saudade do cheiro delas.
     Ás vezes chegam da brincadeira, suada e mesmo assim, é o melhor cheiro do mundo.
     Por vezes esbravejo e grito, dentro de mim, que não nasci para ser mãe, que não tenho paciência, que me falta este dom e que eu não aguento mais, até que uma delas chega e quando eu percebo já invadiu o meu colo e sinto o cheiro de filha.
     Até quando uma grita de fome e a outra pede uma revistinha no banheiro, para ajudar a fazer cocô, e eu penso nos comerciais de margarina, me perguntando onde está o romantismo de ser mãe, com sobrancelha bem tirada, unhas feitas e um maridon boniton e gente boa, mesmo assim eu continuo sendo mãe.

     Tantas outras vezes quero desistir, não é fácil ser uma mãe separada e responder a todas as perguntas.
     Outras vezes quero ser a mulher mais linda e inteligente do mundo.
     Ver minhas filhas rirem e com muita satisfação proferirem: - Esta é a minha mãe! Sabe até que chuchu se escreve com ch, além da letra de todas as músicas do mundo!
     O fato é, que querendo ou não, me divertindo ou não, gostando ou não, e eu até gosto, mesmo não sendo muito, para viver eu sou mãe.

domingo, 25 de agosto de 2013

A marca dos 5000 views

          5 anos, 10 meses, 7 dias, 104 postagens, das quais 94 foram publicadas, 27 comentários, 3 cidades, 1 filha, 1 marido, 1 namorado e alguns amores depois o Pinkekeando atingiu a marca de 5000 views. Para mim uma marca muito legal.
          Me lembro do dia em que eu criei o blog,eu morava em Salvador e já tinha um tempo que eu tinha vontade de ter um espaço para colocar as minhas ideias, era um domingo como este e o que dominava era orkut e o msn. Ideia ainda tinha acento.
          Passei o endereço para alguns amigos e sempre que postava mandava o link para uns poucos, a intenção nunca foi atingir um alvo grande, para não criar um vínculo onde eu tivesse a obrigação de atualizar sempre.
          Aliás, já fiquei um ano sem postar e então eu fiz um post prometendo voltar mais constantemente, quase todos os dias...voltei quase um ano depois...hahaha (Fazendo estas contas então devo diminuir 2 anos da idade do blog?)
          E por falar em posts o assunto que eu mais falei aqui foi sobre sentimentos, 24 vezes, depois sobre mim (sinal que não me preocupo com a vida alheia) 17 vezes, falei bastante também sobre o amor (what?) 12 vezes. E eu tenho quase certeza que eu não coloquei marcador toda vez que eu falei sobre música, só tem 4 marcações.
          Eu de vez em quando releio minhas postagens e fico muito feliz em ver que eu melhorei muito. Me dá nos nervos encontrar erros de português, muitas vezes erros ridículos, inclusive de pontuação. Além de abreviar muito as palavras. Ainda hoje eu abrevio quando estou conversando, mas no blog prefiro não.
          Ah, e sabe qual foi o post mais visto? Foi a única vez que eu falei sobre futebol, o Vai Corinthians!!!, em segundo lugar está o Superação, acho forte, gosto dele, e em seguida vem a MINHA vida.
          O dia que mais teve visita foi este mês, dia 15, atingi a marca de 150 views no blog em 24 horas, a máxima tinha sido 40 e alguma coisa. Isso fez com que o post deste dia, Eu, o impossível chão ficasse em quinto lugar no ranking, e este foi, com certeza, o post mais difícil de escrever e o que eu mais expus, mas me fez muito bem, foi como desengasgar.
          Se baunilha fosse fruta... ainda é dos meus preferidos, eu rio sempre que eu leio, o Passarinha é o que eu acho mais delicado e A nossa história ainda me tira suspiros.
          Gosto muito quando as pessoas falam que vieram ao meu blog e se identificaram. Estes dias uma amiga falou que leu um poema que eu compartilhei no face e chorou. Eu respondi: Foi do Carpinejar o poema que eu compartilhei, e ela: É lindo, falando sobre a Solidão. Daí eu ri e disse, não, sobre a Solidão é meu!
          Não, eu não fico feliz porque alguém está triste, mas sim por ter meu objetivo como escritora atingido, alguém se identificou. =)
          Apesar de não almejar milhões de views em um dia e nem muitos comentários, fico feliz quando comentam e principalmente quando não está como Anônimo.
          Tentei escolher um post preferido, mas não tenho. Em termos técnicos eu acho que do ano passado pra cá eu arrebentei, melhorei muito (sem prepotência), eu percebo isso e já obtive alguns feedbacks que vieram confirmar.
          Apesar de não ter um preferido tem um que eu escrevi sobre Padrão Familiar e este foi o que mais trouxe pessoas até mim falando que se identificou e gostou muito do texto, modéstia a parte, eu realmente acho ele fuderoso. O que eu mais chorei relendo foi Reconhecendo o olhar e o que eu mais repassei mentalmente antes de escrever foi Meu conto de fadas.
          Reconstruindo também foi um marco e lendo ele depois do meio do ano eu ainda me identifico com o que eu desejei no fim do ano.
          E como não podia deixar de ser Participação muito mais do que especial ainda me enche de alegria e sempre que eu posso eu uso ele para incentivar Sofia a estudar, não que ultimamente tenha adiantado... :/
          Encomenda eu tive uma, e dei uma travada, mas escrevi e a pessoa que encomendou curtiu, aliás, eu ter travado foi um ensejo para o post Porque a vida nunca nos dá a resposta que queremos?.
          Enfim, eu pensei em fazer algo diferente, daí eu pensei: Sorteio! E então eu pensei: Vai no modismo Carolina? Todos os blogs fazem isso em busca de popularidade e essa não é a proposta do Pinkekeando, tudo bem, você é artesã e gosta de presentear com os seus produtos, mas enquanto eu pensava uma amiga, do nada, mandou uma mensagem inbox no face: Sedex tá muito caro. Desanimei...hahahaha. Depois eu comentei com ela sobre o blog e que eu pensei no sorteio, mas que talvez isso trouxesse uma popularidade em que me obrigasse a publicar mais no blog e enfim, não sei se estou preparada para isso, então por enquanto, nada de sorteio, mas, eu aceito presentes =), só mandar mensagens inbox, ou um comentário aqui mesmo...huahuahuahu
          Bem, de qualquer forma é legal estar aqui este tempo e ver que a proposta do blog não mudou, ainda falo sobre mim, sobre a vida, sobre filmes, músicas, política e a vida.
          O layout pouco mudou e rosa ainda é a minha cor preferida.
          Sejam sempre muito bem vindos e venham sempre ao Pinkekeando. Deem feedbacks, gosto deles. =)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Solidão

Sem prévias licenças ela invade,
Como quem fosse convidada ela assenta-se.
Faz-se cruelmente presente.
Então vem os modernistas: -Só se sentirá feliz com alguém quando se sentires bem sozinho.

Ora, faça-me o favor, não nasci para viver só, se assim fosse não teria nascido ligada a um cordão umbilical
Gosto de gente, de movimento.
Gosto de risos, palavras, conversas jogadas fora e debates políticos.
A solidão arde.

É uma necessidade de demonstrar o quanto se vive bem sozinho,
O quanto está melhor após terminar um relacionamento, que eu realmente não entendo então porque esteve junto.
Esteve junto porque a companhia da pessoa é agradável? Por medo de estar sozinho? Para não passar atestado de "falido no amor"?
São tantos motivos que ligam as pessoas e depois elas simplesmente desdenham, como se aquela união tivesse sido a mais burra.
Bem, pode ter sido, mas a burrice foi sua, meu caro, minha cara.
É constrangedor ver sua alegria forçada em estar só.

A solidão segue de mãos dadas com a desilusão e há de se ter cuidado para não abraçar o amargor.
Ter momentos solitário é diferente de conviver com a solidão.
Cuidado ela chega sorrateiramente afetando seu humor e te faz acreditar que é mais sábio dividir-se consigo mesmo, e então quando menos esperar estará em cacos, sem ninguém que possa colar.
É agonizante.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Eu, o impossível chão

Ex-amor,
Gostaria que tu soubesses
O quanto eu sofri
Ao ter que me afastar de ti.
Não chorei!
Como uma louca eu até sorri,
Mas no fundo só eu sei
Das angústias que senti.

Sempre sonhamos
Com o mais eterno amor.
...mas não deu
Nos desgastamos
Transformamos tudo em dor.

Tudo foi transformado em dor nestes últimos 10 anos.
Tenho lembranças onde eu narrava para os outros com tudo tão florido e bonito, descrevendo sentimentos puros e honestos, mas a lembrança da vivência é outra.
Me lembro de falar que eu era amada, mas me lembro de estar só.
Me lembro de angústias apertando meu peito e minha cabeça atordoada, pensando sempre: E agora?
Dores inenarráveis para o que era dito como o mais perfeito amor.
Era uma noite de sexta, dia 15, no mês do cachorro louco, e eu me achava tão esperta...Era só uma menina de 21 anos.
Eu olho hoje para a minha história  e me sinto tão velha, e de repente talvez eu tenha apenas conhecido um conceito cruel do mundo cedo demais.

De repente, tudo que era admirado virou acusação.
Lembro-me nitidamente de Armênia falando: - Ele tirou sua inocência, Carol.
E eu em mais uma tentativa de conversa, que nunca aconteceu em todo este tempo, sim, nunca aconteceu uma conversa, houve apenas muitos apontamentos e acusações, eu chorava copiosamente e dizia, olha por tudo que eu estou passando, as coisas que eu sinto, o que eu conheci, até Armênia comentou.
Então, cruelmente, ouvi: - E ela queria o que? Que você continuasse aquela idiota que eu conheci?

Idiota? Eu tinha apenas 21 anos, conhecia alguma coisa do mundo, mas não a maldade na sua essência, ninguém sentia tanto prazer em me maltratar.
E eu fui cada dia mais acreditando que eu precisava estar ali, que eu não tinha outra saída, me emaranhei nesta teia, me prendi nela e cada dia mais esta teia foi me sufocando.
Drogas, traições, acusações, ciúmes, condenamentos, arquivos ocultos, fotos, desvio de caráter...
E eu ali, me sentindo culpada, imagina, fui acusada até pela sua mãe, por ela, que deveria te orientar, mas não tinha muito tempo para perceber o que se passava com você, enquanto você conhecia a perversidade.

Perversa, é, uma vez você disse que eu era cruel e perversa, hábito de acusar-me dos seus maus feitos.

Hoje não sou mais aquela menina, aliás, não tenho traço nenhum dela, habituei-me a estar na defensiva sempre. Tenho dificuldade em lidar com as pessoas, faço terapia e veja só, até remédio tive que tomar para me tirar da cama.
Terapia, ah! Te pedi tanto que fizesse uma, chorei para que fizesse comigo, mas o que fizemos juntos? O que plantamos juntos? Nem amigos. Os seus amigos não podiam ser meus amigos. Disse a todos que eu era louca, ciumenta. Não era eu, né? Sabemos que não!
Filmes como O Lenhador, Confiar fizeram parte da minha terapia para que eu entendesse que o problema não é, e nem nunca foi meu, mas mesmo assim doeu.

O que doeu mais? Perceber que não era eu a doente ou perceber que você meticulosamente jogava as suas culpas e horrores para cima de mim?
Não sei! Ainda acho que não é a toda hora que percebo. Ainda estou no processo de me reerguer.
Hoje mais forte que ontem, mas ainda com dores que transcendem meu emocional, sinto no físico. É devagar que se levanta e tenho tido apoios importantes e mais fortes que o seu trator que ainda insiste vir para cima de mim. Sozinha não consigo.

Mas se foi de tudo ruim? Não, não foi. Não repetiria nada, mas aprendi bastante.
É uma fase, uma etapa que está no fim.
Se terá vencedores? Bem, estou reaprendendo a sonhar e me socializar.
Tenho encontrado tranquilidade e paz.
Isso vale mais.

Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender.

Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão

É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz

E amanhã se este chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão

E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Manual da Mulher Perfeita

          Alguém me conta da onde saiu que a mulher para ser perfeita hoje em dia tem que estar sempre com a sobrancelha desenhada e tirada? Com as unhas compridas e impecáveis?
          Da onde que saiu esta ideia que para sermos bem sucedidas temos que estar bem casadas, esperando o maridinho com uma jantinha delícia, as crianças banhadas, tarefa prontas, sorridentes só para desejar boa noite para o pai e irem deitar alegres com a historinha que a mamãe vai contar?
          E temos que sair mega sensuais do quarto das crianças, aliás, temos que estar sempre sensuais, como Angelina Jolie, mas com peitos, afinal sensual sem peito, só ela mesmo.
          Temos que ter um trabalho que se destaque, mas nunca mais do que os homens, um bom salário, manter a casa sempre impecável, deixar as crianças sem atraso na escola e lembrar sempre de sorrir e estar bem humorada nas reuniões e festinhas, porquê afinal, seu filho é uma bença, e é mesmo, e sempre tira boas notas e é uma candura de criança.
          Ah! Esteja no portão da escola 5 minutos antes dele sair, leve para casa, dê aquele almoço caprichado que você preparou e o leve para as atividades extra-curriculares.
          Lembre-se as 14h você tem que estar de volta ao seu escritória, linda, sem cheirar a gordura, ou detergente, só porquê deixou a pia limpíssima, você não pode contar com a ajuda de uma empregada, ou babá, você é a Mulher Perfeita, lembra?
          Seu chefe está mal humorado porque um cliente quer uma solução para ontem? Não tem problema, você está impecavelmente vestida e se o seu prazo é de duas horas e meia, você só precisa de uma, afinal o seu outro filho tem uma festinha e você irá aparecer sorrindo por lá...
          Alguém me conta da onde saiu a ideia da mulher impecável.
          Foi de uma mulher?
          Hollywood?
          Novelas?
          Você não sabe, porque a mulher perfeita não assiste novelas, não se preocupa com futilidades, ela assiste a desenhos infantis, lê três livros ao mesmo tempo, nenhum de auto-ajuda.
          A mulher perfeita, que não tem tempo nem para escovar os dentes, está sempre com um sorriso impecável, brilhante, conciliando trabalho, filhos, casa, marido, estudo, cólicas, dr de cabeça, livros, academia, roupas lindas, sem sair para a futilidade das compras.
          Pele impecável, corpo admirável, felicidade intocável e nenhuma dúvida sobre nada, insegurança não cabe ali.
          Alguém, por favor, me diz, quem inventou tanta coisa para a mulher?
          Ah mulher, existe figura mais lendária do que você?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Quem é Elena?

Quem é Elena?
Elena com capacidade de ser tantas era apenas uma, não mais uma.
Mas, quem a sabia?
Ela se sabia?
Em Elena havia perfeição, solidão, sorriso, olhar distante, profundo.
Quantas cabiam em Elena?
Elena sou eu!
Você é Elena?
Quem é Elena?
Somos muitas!



Gente, depois que eu escrevi ontem resolvi participar do concurso cultural da página, por favor, votem na minha foto.
Segue o link: http://www.facebook.com/Elenafilme?sk=app_477948252227620&app_data=entry_id%3D86971&entry_id=86971

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Elena

- Te vi em Elena. Muito triste o fim dela, não entendi por qual motivo ela se matou.
- Tristeza, falta de compreensão, inconformismo.
Acho que sou uma suicida em potencial, entendo cada palavra, cada sentimento de Elena, choro só de ver o trailer.
- Só por isso? Acho que ela estava depressiva...Mas só deu para encher os olhos d`água um pouquinho!
- Eu me acabei de chorar. hahahahahaha
- kkkkkkkkkkkk. Quando eu te via no filme eu me emocionava, estava sozinha na seção.
- Que horas me via?
- Por ser mais velha, olhar triste...Tenho que ir buscar o meu marido. Bjo.
- Bjo, amo-te.
- Muito obrigada pela dica, amei o presente.
- =). Que bom!
- Amo-te também! Saí outra pessoa dali, daquele cinema. Sinta-se fortemente abraçada!
- Quem sabe além de me ver, me compreenda um tico mais. Agora vai pq já estou chorando. (Virando água)

terça-feira, 25 de junho de 2013

Reivindicando o quê para quem?

          Estive em uma passeata há uns dias atrás e fiquei deveras impressionada com o que eu presenciei.
          Muita gente alienada, sem saber direito porquê estava lá, apenas querendo badernar, mas os que estavam à frente sabiam, e sabem, o que querem.
          O que eu fiquei me perguntando é: - O que eles querem?
          Não consegui decifrar, eles estão o tempo todo mascarados e dando ordem, nunca explicações, nem conversam e você, que está lá porquê quer que a passagem barateie, quer educação, saúde, corre um sério risco de estar sendo apenas uma marionete.
          Eles gritam palavras de ordem, dão ordem, gritam para a passagem abaixar, para não haver Copa, etc, mas o tempo todo por trás de uma máscara, porquê? Medo? De quê?
          Então eu posso dar a minha cara a tapa em um movimento convocado por eles enquanto eles se escondem?
          Sei o que vão me responder, ah, eles não querem ser perseguidos, -Oi Caetano!, -Oi Chico!, -Oi tantos outros!
          Não posso negar, a emoção tomou conta de mim na hora em que entrei na caminhada, o sangue subiu, afinal tenho na memória as passeatas Fora Collor, estudei a Queda da Ditadura Militar e o Diretas Já, por isso não posso aceitar ser feita de marionete e conduzida por pessoas que não mostram a cara.
          Há muitos cartazes com a frase "Brasil, mostra a sua cara", e que isso sirva para os líderes deste movimento.
          Não volto a passeata, minha curiosidade de estar em um movimento deste porte foi saciada, agora quero entender melhor o objetivo de quem está à frente.
          Tanto quanto eu enxergo pontos importantes a serem melhorados, eu enxergo a guinada que o Brasil deu nos últimos 10 anos.
          E tem mais, se critica a Copa, mas os estádios continuam cheios durante os jogos de agora, e apesar de não gostar de futebol, nem durante o evento da Copa do Mundo, me diz, alguém tem noção do que as pessoas já empreenderam para ganhar dinheiro nesta época? Trabalho com artesanato e vi artesãos começarem a produzir desde 2009, isso é só um exemplo, muita gente de diversas áreas já investiram para poder ganhar um a mais durante a Copa.
          Então sim, reivindique, mas não saia gritando e repetindo só porquê é bonito, é mais bonito saber o que está falando, olhe ao seu redor e se rolar uma dúvida faça uma análise mais crítica sem medo de mudar sua opinião.
          Não estou convidando ninguém a se alienar, mas a pensar novamente, afinal, o que e porquê você quer? E no mais, faça suas reivindicações as pessoas certas, sair gritando exigências a quem não tem tais atribuições não vai adiantar nada.
          Está rodando no face uma lista com alguns esclarecimentos acerca deste assunto, então, por mais entusiasmado que você esteja em exercer a sua cidadania, dá uma lida com atenção nesta lista e ano que vem, na hora de votar, lembre-se o quanto é emocionante exercer a cidadania, faça o processo inteiro, veja o horário eleitoral, pesquise o candidato e volte, lembrando que voto nulo não anula eleição.
          Dai a César o que é de César:

          Esclarecendo algumas coisas: 
         
          1) PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO VETA EMENDA CONSTITUCIONAL. Sendo assim, não é para a Dilma que vocês têm que pedir a não aprovação da PEC 37 (ah, para quem não sabe, PEC significa Proposta de Emenda Constitucional), mas, sim, ao Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal).
         
          2) PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO TEM O PODER DE DETERMINAR A PRISÃO DE NINGUÉM. Por esse motivo, caso vocês queiram ver os "mensaleiros" (sic) na cadeia, terão que pedir isso ao idolatrado Ministro Joaquim Barbosa, pois é o Poder Judiciário (no caso dos mensaleiros, o STF) que tem competência para fazê-lo.
         
          3) NÃO É O PRESIDENTE DA REPÚBLICA QUE ELEGE O PRESIDENTE DO SENADO. É o próprio Senado que escolhe o seu presidente. Assim, a Dilma não pode chegar lá no Senado e gritar: "Fora, Renan Calheiros" (mas é claro que ela pode articular isso com os colegas petistas no congresso).
         
          4) TRANSPORTE PÚBLICO MUNICIPAL É DA COMPETÊNCIA DOS MUNICÍPIOS. Então, a pessoa mais indicada para resolver esse problema, a princípio, é o prefeito de cada cidade, e não a Dilma.


          5) TAMBÉM NÃO É ATRIBUIÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA INSTAURAR CPI. Quem instaura CPI é o Poder Legislativo (no âmbito federal, a Câmara dos Deputados e/ou o Senado Federal).

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Revolução do Movimento Passe Livre

          
          São tantas coisas para se falar que eu nem sei por onde começar, ou melhor, sei sim.
          Que momento bonito que estamos passando, é emocionante ver as pessoas se movimentando novamente, mesmo que muitas delas não entendam direito o que está acontecendo e queiram apenas demonstrar patriotismo.
          Não é pelos 20 centavos, até porquê em São José dos Campos, onde moro, foram 50 centavos, com dedução de 10 depois de algumas manifestações menores.
          Não é pelos centavos, mas é também, porquê estes centavos todos os dias, no fim do ano dá um montante.
          É pelos centavos, mas também é pelos bilhões gastos com a Copa do Mundo, é pelo falido sistema capitalista o qual me tornei escrava.
          É pela falta de condições de pagar uma faculdade.
          É por desejar ser jornalista e ter que pagar uma droga de uma faculdade!
          É por aturar a Rede Globo de televisão dizer que faz jornalismo responsável.
          É pela Veja, pelo Estadão e por toda a vergonha que sinto de ter esta corja atuante.
          Dizem por aí que a geração coca-cola acordou, sorry, fomos derrubados da cama pela Geração Z, muitos até se levantaram, mas se acordamos, veremos nos passos adiante.
          Há dias tenho acompanhado o desenvolvimento das manifestações, e tenho, de fato, me emocionado com os acontecimentos, me emocionado tanto quanto tenho me revoltado.
          Fiquei indignada ao ver pessoas do meu convívio achar uma "frescura", ou se reportar as manifestações com descaso, querer que pare, enfim, coisas do gênero, uma semana depois eu vejo que algumas destas pessoas aderiram ao movimento, pelo menos para ficarem bem na fita, que seja, chegará uma hora que elas irão, de fato, entender e não se opor. Já é um grande passo.
          A depredação também me indigna, mas sei que vem de poucos, aliás, de raros.
          Mas quer saber o que mais me indigna de tudo? Senhora Presidenta, cadê a Senhora na nossa linha de frente?
          Não, não precisa ir para a rua, afinal é o seu governo, mas as poucas palavras da Senhora, Senhora Presidenta, não me consolaram, estou esperando a Senhora, em caráter der urgência, sancionar uma lei em que os policiais que não tiverem com a identificação e agirem de forma agressiva, com manifestantes passivos, sejam severamente punidos.
          É pelos 20, 40, 50 centavos, é pelos bilhões, mas é também pelo 1/3 do que ganho ir para a aluguel, 1/3 para os juros bancários, 1/3 para água/luz e...
          E? E não tem mais, acabou meu dinheiro mensal, mas peraí, falta comer, falta estudar, falta ter saúde, falta ter lazer! Falta tanta coisa e é por isso tudo também
          São pelos R$200,00 pagos mensalmente, pelo meu pai, ao plano de saúde, afinal, ruim com ele, muito pior sem ele.
          É pelos mais de mil mensais pagos para a escola particular.
          É pelos mais tantos pago de aluguel.
          É pelas taxas bancárias absurdas. Aliás, os bancos, aqueles maiores financiadores do tráfico, sabe?
          Tantos motivos me levam a manifestar que eu me perco ao listar.
          Mas sobretudo é para que aprendamos a votar, para que se aprenda que voto nulo não anula eleição, pois nulidade e nulo não são a mesma coisa, é para que se tenha História Política nas escolas para não escutarmos mais: Político é tudo igual
          É para que minhas filhas possam ir felizes às urnas, tendo conhecimento em cada candidato que votaram e que depois, independente de ele ter ou não ganhado elas estejam satisfeitas, e quando não estiverem possam cobrar sem medo.
          É pelos 20 centavos da classe média, Sr. Jabor, mas também é em ter que ouvir falar do Sr., do Pelé, do Ronaldo "Fenômeno".
          É pela falta de perspectiva de uma vida mais tranquila.
          É pelo imposto absurdo.
          É pela vida Severina.
          São tantos os motivos.
          É pelo Feliciano, pelo Renan, pelo Sarney.
          Não vejo graça nestes acontecimentos, mas vibro e me alegro em saber que há tantos milhões na rua.
          Cada manifestação que vejo, cada apoio que percebo faz meu sangue vibrar, isso é o meu sangue, a minha vida.
          Quero mais, quero muito mais, muito mais vida e menos capitalismo.
          Muito mais amor, revolução, evolução.
          Recebo mensagens perguntando o meu ponto de vista sobre o depois.
          Quer saber o depois?
          Depois é continuar, não voltar a se acomodar, você sabia que o que estourou a Revolução Francesa foi o preço do pãozinho?
          Pois é, então não é só pelos 20, 40, 50 centavos na passagem, é porque com R$1,00 não se compra mais 10 pães, na verdade, nem 3.
          Por isso olho tudo com esperança que as manifestações revolucionem a maneira de pensar de nós brasileiros e que a cultura do jeitinho brasileiro seja desfeita.
          #vemprarua.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Aos Trinta e Um

          A intenção era escrever no dia 08, dia do meu aniversário, mas não deu tempo.
          Não cometerei a atrocidade de falar que não deu tempo de nada, porquê deu tempo de tanta coisa, mas tanta coisa, que foi bom "dimais".
          Este ano resolvi fazer um aniversário diferente, me dar um presente e passar o MEU aniversário, COMIGO.
          Então me dei uma viagem de presente, para um lugar onde eu não conhecia nada nem ninguém.
          Cheguei em BH, esta cidade enorme e acolhedora, com uma programação cultural enorme, e claro, eu com o planejamento de todas as programações culturais que eu poderia fazer.
          Não fiz. Fiz mais, muito mais.
          Fiz amizade, verdadeira, que parece que já dura uma vida.
          Ri muito!
          Conheci muito mais do que eu planejei, da cidade e dos seres humanos.
          Vi filme de arte, fui a museus, planetário, show, parques, lagoa, churrasquinho, dancei, sambei, peguei buquê de noiva...
          Não, o tempo não foi curto, foi aproveitado cada minuto!
          Aprendi um tanto de coisa, principalmente a ser mais feliz!
          Me encantei, me apaixonei por BH, me senti em casa, mesmo perdida no trânsito.
          Ri do jeito mineiro de falar, mas não comi pão de queijo!
          Ri da vida, ri de mim, ri das amigas.
          Sorri para a vida, sorri para mim, sorri para as amigas!
          Ampliei meus horizontes, e que Belo Horizonte!

          Maria Rita me deu de presente à meia-noite esta música. Sim, eu entrei no dia 8 com uma boa música e uma ótima reflexão e lição.

sábado, 13 de abril de 2013

Amor, Digno Amor

          Tão longe e tão próximo. Sou capaz de senti-lo. Sou capaz de senti-lo me sentir.
          O reconhecimento é tão natural que até assusta.
          Tantas linhas de reconhecimento, tantos pulos pra trás de susto, tantos olhares que falaram tantas coisas.
         Um mês, exato, com começo meio e fim.
         Respeito, carinho e amor na mais pura essência.
         E o amor é isso, deixar vir, deixar ir e respeitar todas as fases.
         As fases foram sentidas, respeitadas e tudo que é bom ficou.
         Agora segue tua jornada, mais feliz, mais completo, mais centrado em si.
         Nossos caminhos agora percorrerão outras jornadas, mas a cumplicidade construída não será destruída, pois não nos faltou dignidade.
         Estaremos aqui, um para o outro, na torcida do bem do outro.
         Nos entendendo ainda pelos olhares, desejando e rezando para o bem de cada um em sua singularidade, sabendo que somos singulares.
         Vi seus olhos derramarem lágrimas de saudade, vi seus olhos brilharem novamente. Eles são lindos brilhando.
         Desejo um bem como poucas vezes fui capaz de desejar, e suas palavras me trouxeram a certeza que não estive, não estou sozinha.

"senti amor em todas as letras
em todas as linhas
sentimento puro de amor verdadeiro"

         Sempre soube que sentimento puro de amor verdadeiro nunca vem de um lado só, e com você pude confirmar isso.
         Estamos seguindo livres, bem e felizes.
       
"Que o homem que eu amo seja para sempre amado,
Mesmo que distante"


Amor

Eu fui incrivelmente feliz a seu lado.
Comunicamo-nos entre olhares, bocas, palavras, sorrisos, lágrimas e risos...
A conversa rendeu e o tempo passou corrido.
Música, vida, dúvidas, certezas, roupas, anseios, Deus, calmaria, bálsamo...
Nada nos foi, nem é, restrito, nem um assunto, nem uma palavra, nem um sentimento.
A vida fluiu (flui).

Postagem escrita originalmente no presente, postada em bom tempo no passado ~

terça-feira, 9 de abril de 2013

(Des)Encantando-me(?)

Já não te espero mais, por vezes nem te quero mais.
Do que é feita a nossa história?
De contos encantados.
Encanto-me sempre que o vejo, e então perco coragem de não querê-lo.

Amo-te de uma forma sublime.
Desejo de uma maneira inexplicável.
Recolho-me em meus pensamentos.

Acredito em ti,
Desconfio de mim,
Acredito em mim,
Desconfio de ti.
Desconfio de nós.
Sonho a sós.
Acredito nos sonhos,
Acredito em nós a sós, sem nó.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A nossa história

Eu imagino assim:
A casa cheia de crianças, com um quintal enorme, jardim e piscina.
Juntando os meus, os seus e chegando os nossos.
Uma correria pela casa, me enlouquecendo.
E cada vez que eu olhar você, encontrarei conforto.
De manhã, aquela confusão para levar as crianças na escola.
De tarde, aquela mesa cheia de gente, alimento e alegria.
De noite, as tarefas, todas! Até que finalmente, ficaremos a sós =).
Aos sábados a conversa rendendo até quase de manhã.
Aos domingos, de vez em quando a gente se refugiando para tomarmos o nosso café, só nós dois!
Mas na hora do almoço volta aquela confusão, aquela mesa cheia de criança, de alimento, de amor e de alegria.
Cada vez que eu perder a calma você chega com a sua tranquilidade.
Cada vez que você se irritar eu te conforto com o meu abraço, e com a frase: - Tudo vem dar certo!
Nada muito fácil para não perder a graça.
Nada é fácil, sabemos bem disso!
Mas no meio de tanta confusão e barulho ouve-se, não ao longe, ouve-se bem ao perto, muita música, muita risada e pode-se ver no meio de tanta diversão, os olhos, todos os olhos brilham.




sábado, 23 de março de 2013

Presente

Sem refúgios e subterfúgios encare agora o presente.
Olho no olho, corações, mentes. Sem mentir!
Do que você é capaz?
O que move você?
O que reluz em você, te traduz?
Não refugie-se, nem de ti mesmo. Encare o presente!
Se presenteie com o presente, liberte-se, você pode!
Nada te prende mais do que você, permita-se!
O "se"não existe.
Permita-se! Presenteie-se! Encare! Encare-se!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Sentindo

Sinto muito, sinto pouco, já nem sinto.
Sinto saudade, sinto frio, sinto calor, sinto desejo, sinto você.
Sinto que agora faz sentido.
Sinto que muita coisa perdeu o sentido.
Sinto que me sente.
Te sinto!
Perco os sentidos.
Me recupero em sentimentos.

terça-feira, 19 de março de 2013

Reconhecendo o olhar

          Há tantas coisas para se dizer, foi dito tanta coisa.
          Vivido muito mais, intensamente, em tão pouco tempo.
          Os olhos, Janela da Alma, se reconheceram tão rapidamente.
          O sonho veio antes, avisar. De repente um susto. Um amor.
          Tantas palavras, que para se fazer entender não eram necessárias.
          Eles apenas se conheciam, se sentiam.
          Vibraram juntos, trocaram energia.
          Riram. Foram felizes. Ficaram felizes. Estão e serão felizes.
          Choraram e riram de si, para si, para o outro.
          Poderia ainda ser dito muito mais, ser contado muito mais, mas basta o que os olhos captaram, as memórias gravaram e corações sentiram.
          Músicas, olhares, bocas, mãos, pés, joelhos, cabelos, risos. Reconhecimento.
          Sendo tantas em uma.         
          Caberiam ainda por aqui muitas palavras, descrições, mas tudo se torna desnecessário.
          Apenas o sentimento e o olhar do Reconhecimento, que quebraram paredes e nos devolveu e colou mais alguns pedaços de nós em nós mesmos.


terça-feira, 12 de março de 2013

Desejando

Sem programar,
Sem culpas, nem pecados.
Apenas lembranças gravadas nos nossos desejos e memórias.
Findi história!?!?!?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Canto para minha morte

          Eu amo música, quantas vezes já falei por aqui que sou regida? Algumas duas vezes.
          E estes dias escutando uma boa música em alto e bom som eu pensei numa coisa, que eu nunca registrei que eu quero música no meu velório, música boa, de qualidade, óbvio.
          Raul, Gonzaguinha, Elis, Luiz Melodia, Chico, claro!, Legião, Roberto Carlos, Reginaldo Rossi, sim senhores, Janis, e mais um monte de músicas que eu amo ouvir.
          Como não pretendo ser enterrada e sim cremada, e pretendo viver mais uns 100 anos, lúcida, eu ainda terei tempo de adicionar muita coisa ao meu repertório, mas não deixem de colocar uma música bem alta e nada de aparecer com dor de cabeça e pedir para abaixar o som. NÃO, alto sim!
          Música boa é para se ouvir em um volume alto, cantar, interpretar, chorar, rir e tudo que se permite esta maravilha.
          Música é a essência do que vivemos, traduz o que sentimos, revela o que somos.
          Preciso de música para dirigir, para limpar a casa e até para pensar.
          Preciso de música para viver, logo preciso de música para morrer.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ser feliz, como Leila Diniz

          Sim, eu vivo com o meu facebook aberto, mas raras vezes leio algo, de fato, interessante.
          Umas das pages que visito sempre para ler é o de Imagens Históricas, afinal sempre tem fotos com muitas informações interessantes.
          E ontem, visitando a page vi a foto, outrora, tão comentada, de Leila Diniz.
          Imagine você, que em plena gestação, Leila foi à praia de biquini =0.
          É Senhoras e Senhores, em plenos 1971, auge da Ditadura Militar, este era um ato ousado e considerado pela grande maioria uma pouca vergonha.
          Eis que li o texto, muito  bom, falando sobre a Leila  e a época em que viveu e resolvi ler os comentários. Fiquei abismada, por hoje, a grande Leila, ainda ser considerada uma despudorizada, pelas suas palavras e sobretudo atitudes.
          Assisti também um programa na internet, também indicado nos comentários, sobre ela, que se chama De lá Pra Cá, onde tem depoimentos de amigos da época, e citações de seus diários.
          Leila era amada, grandiosa, a frente do seu tempo.
          Fazia o que gostava, queria e a fazia feliz, sem medo, sem vergonha, sem baixarias.
          Não, ela não se expunha, ela apenas não se escondia atrás de máscaras, e por ser livre e feliz não era bem vista pela grande maioria da população.
          Li em alguma página, das que eu abri na minha pesquisa sobre ela, que se Leila Diniz fosse viva hoje em dia teria um blog e não chocaria ninguém. Eu duvido que não chocasse, afinal ela não chocava pelo fazer, mas pelo ser.
          Ser livre, ser espontânea, ser ousada, ser feliz, ser Leila Diniz.

          Segue link com a entrevista completa ao jornal "O Pasquim", entrevista dada por ela que mais causou reboliços, e eu também li em algum lugar que foi o exemplar mais vendido, só que isso eu não tenho fontes fidedignas para confirmar. http://www.omartelo.com/omartelo23/musas.html

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O diferente do igual

          É um vai e vem de sentimentos, um rebuliço de desejos, uma avalanche de dúvidas.
          Vontade de fazer tudo diferente, vício em fazer tudo igual.
          As angústias saltam o peito, amedrontam o coração, amarguram as lembranças.
          Dúvida! Dúvida! Dúvida!
          De repente eu percebo que o desgaste é desnecessário, é só ter coragem e ir em frente, fazer diferente.
          Desnecessário, mas não tolo, nem fácil.
          Fazer diferente é necessário para resultados diferentes, mas se desvincular do "fazer tudo igual" é um processo que requer quebrar paradigmas, remover o que não serve mais, e se não é fácil com objetos, imagine com sentimentos.

          Dia destes fui indagada por uma amiga, se perguntando se ela seria a mais carente, pois ela sente uma forma de carinho pelas pessoas e não sente o retorno disso.
          Pois é, eu já me indaguei também muito à respeito disso, até que concluí que as pessoas sentem diferente, de maneiras diferente e que há muita superficialidade nas relações, o que traz sofrimento para quem se entrega mais, e com isso causa as dúvidas, as amarguras, os medos.

          Entender não é a questão, mas sim aceitar que o outro é diferente, e neste processo de aceitação respeitar o limite de cada um, de entendimento, de amor, de demonstrações de afeto, de dúvidas.
          Chega ser covarde o uso da superficialidade com as pessoas, o apelo sentimental e a manipulação de quereres.
          Demonstre-se, encare-se.
          Demonstre, encare.
          Acovardar-se, limitar-se em um casulo nada te diferencia dos mentirosos e manipuladores.

Tranquilidade do domingo - Da série "continhos"

         Domingo de manhã e tudo o que você quer é um dia tranquilo, aproveitar o tempo agradável para arejar a cabeça e sem grandes preocupações.
         Eis que, ainda no café-da-manhã, a sua filha de 8 anos resolve desenvolver um diálogo com você, e com a voz suave te chama:
         - Mãe.
         Você, com a doçura de mãe e a tranquilidade daquele dia responde:
         - Oi.
         E quando você acha que vai haver um assunto para desenvolver você ouve:
         - Hoje eu quero fazer uma tatuagem!

         Sem mais, além de olhares, risadas e pensamentos que voam...

domingo, 13 de janeiro de 2013

Este Caio...

          Caio Fernando Abreu indecentemente toma como seus, meus pensamentos.
          Ou serei eu que, imoralmente, tomo como minhas suas palavras?


"São Paulo, 12 de agosto de 1987

Querida mãe, querido pai,
Não sei mais conviver com as pessoas. Tenho medo de uma casa cheia de pais e mães e irmãos e sobrinhos e cunhados e cunhadas. Tenho vivido tão só durante tantos – quase 40 – anos. Devo estar acostumado.

... Dormir 24 horas foi a maneira mais delicada que encontrei de não perturbar o equilíbrio de vocês – que é muito delicado. E também de não perturbar o meu próprio equilíbrio – que é tão ou mais delicado.
Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida – como quem olha de uma janela – mas não consegue vivê-la.

Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco – todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado – nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.

Amo vocês, seu filho,
Caio."

(Caio Fernando de Abreu in Cartas.)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Caixa de fotos

Na primeira noite do ano de 2013 abri minha caixa de fotos para a minha cunhada, minha mãe e minhas filhas.

Valentina:
- Olha a Bia (Sofia)!
risadas
Mamãe:
-Sofia, vem cá!
Mostrando a foto:
- Quem é?
Muitas risadas de Sofia...
Sofia:
- Sou eu, mas eu não me lembro desta foto.
Risadas na mesa.
Mamãe:
- Não, sou eu, quando tinha a sua idade.
Sofia:
- Sério? Quer dizer que quando eu crescer vou ficar assim? Que nem você?
- Que legal! Você é linda mãe!!!
Um abraço, tudo esclarecido. Muita emoção.

Qualquer semelhança não é mera coincidência

Meu Conto de Fadas

          Sim, toda mulher tem um conto de fadas na cabeça.
          Uma música, uma história que viveu, ou que gostaria de viver ou ter vivido.
          Durante muito tempo a minha foi contada com a música do Nando Reis, Por onde andei, e o meu príncipe da época nem gosta do Nando.
          Esta letra para mim seria o pedido de desculpas ideal, era o que eu queria ouvir, era como eu queria que voltasse, era o reconhecimento que eu achava merecido.
          Afinal, quem não quer ser tudo aquilo que faltava? Quem não sonha com a volta do grande amor?
          Mas foi...

          Também já disse que na minha bodas de ouro a música seria Selin, do Raimundos, afinal era o som que nos fazia rir e nos identificar.
          Também foi...

          Poucos amores, tantas dores, muitas lembranças, várias risadas, histórias infinitas.
          Cada vez que ouço uma destas músicas lembro das fases, mas há tantas outras fases, quantas outras paixões e muito mais músicas.

          Sou uma mulher de sorte, que viveu, amou, chorou, sorriu e está vivendo.
          Tenho até músicas compostas especialmente para mim, sim, músicas, no plural. E dentre elas há uma verdadeira obra-prima, que fez parte de um conto de fadas, mas todo conto de fadas tem seu fim, que continuam acontecendo depois do felizes para sempre.
          Porém em outros livros há novas histórias para se contar, seja um conto de fadas, romance, comédia...nunca se sabe, até que se chegue ao fim.
          É sempre difícil fechar a contra-capa de um livro marcante, sentimos falta, por vezes voltamos a folear.
          Mas acabou, chegou ao fim.
          Hoje não vivo um conto de fadas, talvez aconteça um outro, talvez não, o importante é continuar escrevendo, sem repetir as histórias, apenas vivendo, aprendendo, alegrando-se, deixando acontecer, com começo, meio, sem esperar o fim, apenas consciente que se chegar há de se abrir um outro livro para escrever.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Reconstruindo

          2013 começa a acontecer, 2012 enfim chegou ao fim. Ufa!
          O mundo não acabou, mas eu quase. Que ano!
          Em alguns momentos eu cheguei a achar que não superaria, mas superei, com uma grande lição e mudança, nos 45 do segundo tempo.
          É difícil. Viver é difícil! Apenas para quem tem coragem.
          Muitas risadas de alegria, de desespero. Outros tantos choros desesperados de alegria e tristeza.
          Se cada sentimento tem trazido aprendizado do tamanho de um grão de areia, tem trazido coisas grandiosas.
          Evoluir, se livrar de velhos padrões, tudo tão trabalhoso e doído.
          Por vezes somos mal tratados, pela vida, pelas pessoas e mesmo isso se torna um padrão de comportamento, e mesmo isso não é fácil mudar, mas é preciso coragemé preciso saber viver, é preciso amar, perdoar e continuar. Se perdoar.
          Pra isso vem um novo ano, novos dias, novas chuvas, e o mesmo sol, que brilha igual para todos, devemos aproveitar sua luz. Acredito em uma Nova Era, em um bom recomeço, em mais respeito, compreensão e amor.
          Caminhando, pedalando, continuando o processo da vida, encontrando a felicidade e paz, principalmente a interior.
          Viva 2013, Viva cada dia que nos traz uma oportunidade de sermos melhores, sobretudo para nós mesmos.
         No balanço que faço que há alguns anos, que inconscientemente começo em meados de dezembro, percebi quantos padrões de sentimentos me acompanham, mas os deixo para 2012 e o que veio antes dele, de agora em diante se eu não puder desejar o bem, desejo não desejar.
          Se não me fizer bem, desejo não desejar.
          Se não vier por bem, desejo não desejar.
          Se não acontecer para o bem, desejo que não aconteça.
          Desejo não ter que cobrar verdades, pois não desejo mentiras.
          Desejo não cobrar amor, pois não desejo desamor.
          Desejo não rir desesperadamente, nem mesmo chorar assim, pois não desejo descontrole.
          Desejo não apontar, pois não desejo julgar.
          Desejo encarar a vida.
          Desejo encontrar me encontrar com coragem.
          Desejo viver o presente.
          Desejo aprender com o passado.
          Desejo que o futuro aconteça apropriadamente no seu tempo.
          Desejo ganhar as batalhas, enquanto aprendo a vencer ou perder com dignidade as lutas.
          Desejo ser firme.
          Desejo ser forte, mas saber me envergar quando for preciso.
          Desejo mais beijos.
          Desejo mais carinhos.
          Desejo mais abraços.
          Desejo mais amor.
          Desejo boa música.
          Desejo sorte.
          Desejo amigos.
          Desejo harmonia.
          Desejo sabedoria.
          Desejo paz.
          Desejo amadurecimento.
          Sobretudo desejo agradecer à Deus, que esteve presente este ano, agradecer à minha família, filhas, irmãos, mãe, cunhada, sobrinhos (Dostoiévski que irá nascer e Nirvana que veio de pára-quedas), algumas queridas primas, meu tio e minha tia, também agradeço aos amigos que abraçam, beijam, conversam, compreendem, amigos que ficam online, sem nunca ter olhado nos teus olhos, mas te compreendem, admiram, amigos que há muito não tem a oportunidade de se olhar nos olhos, mas não se esquecem, amigos que ligam, amigos que deveriam ligar mais.
          Agradeço a estas pessoas por terem feito parte de uma maneira tão importante do meu ano.
          Quem me acompanha mais de perto sabe como são poucas estas pessoas, mas o quanto cada uma delas é importante nesta minha caminhada, neste meu processo de amadurecimento tão dolorido, mas tão necessário para que se vá o mal hábito, o mal trato.
          Neste meu recomeço, nesta reconstrução.
          Sou grata pelos ouvidos, pelas duras, pelos olhares compreensivos.
          Sou grata por ter descoberto minha família perto de mim.
          Que venha 2013 com todo seu resplendor, iluminando, revelando, despindo, sentindo, sorrindo, carinhando.
          Que aconteça 2013!