quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Dia do Músico

       

          Acho digno um dia de homenagens, principalmente a esta rapazeada que vem fazendo a gente dançar, cantar, pular, vibrar, mandar indiretas e diretas.
          Já disse aqui que não sou movida, e sim regida.
          Amo música. Estou sempre com alguma na minha cabeça, e de cada 10 frases que ouço cantarolo 11 músicas.
          Conheço uma infinidade de músicas, mas ainda sim acho pouco, e gostaria de me lembrar sempre das que ficam esquecidas no fundo da minha cachola e saber na íntegra a letra de todas, qdo eu bem quisesse cantá-las.
          Sem preconceitos com música, gosto de quase todos os tipos, muitos cantores, compositores e intérpretes.
          Já tive algumas músicas compostas pra mim (hã-hã), além de ligar tantas outras a pessoas, fatos, histórico de vida, cheiros.
          Ah, sim, claro! A música mexe com todos os sentidos, inclusive com o sexto, cada um sente de uma forma, então não irei aqui estabelecer qualquer tipo de padrão, nem mesmo o meu, afinal, cada música, cada momento é de um jeito.
          Eu infelizmente não sei dançar, sou uma negação cantando e nunca aprendi a assoviar, o que não me impede de fazer tentar todos os três.
          Mas escrever eu sei, e gosto muito, mas há quem faça melhor do que eu, por isso o banner de Nietzsche no início do post.
          Desejo a todos dias preenchidos com músicas, que consolem, acalantem e desabafem.
          Que solte o que há muito, ou pouco, estava preso na garganta, coração, alma.
          Desejo muitas composições, que eu possa me deleitar, que minhas filhas possam se deleitar, que o mundo possa vibrar.
          Música é uma arte completa!
          Não cometerei a atrocidade de oferecer uma música, em meio a tantas obras primas, então que cada um pegue a escolhida, coloque na altura que lhe convier e aproveite todos os dias.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Por que a vida nunca nos dá a resposta que queremos?

          Desafio feito, desafio aceito.

          Há umas duas, ou três semanas uma amiga pediu para que eu escrevesse algo no blog falando sobre as respostas, ou falta delas, da vida. Resultado? Travei.
          Mas não por estrelismo, é que eu achei que deveria escrever algo otimista e discursar de forma que mostrasse todos os lados positivos, e foi nessa que eu me coloquei a refletir e nada que eu pensasse ficava a contento.
          Pois então é uma peça pregada pela vida? Já que a resposta que eu quis ter não veio?
          E o que fazer com isso? Deixar cair no esquecimento o assunto? É, seria uma saída.
          Mas pensa comigo, se não veio do jeito que eu quero, então não serve para nada? Oras, tem que servir, pelo menos para eu cumprir o desafio que me foi proposto.

          E nestes dias fiquei analisando o assunto de acordo com os acontecimentos nos meus dias, e constatei que se viesse tudo da forma que eu desejo não conheceria o novo, afinal já viria tudo do meu jeito em "segurança", o que na verdade viraria um caos.
          Por exemplo, se é ofertada uma vaga de emprego e eu quero muito, e outra pessoa quer muito, como faz? É só uma vaga.
          Ou ainda, se eu quero me envolver com alguém, e outra pessoa quer também, e este alguém quer uma outra, daí ferrou.
          Então não adianta querer que a vida responda da forma mais cômoda para mim, eu que devo me abrir a novas ideias e oportunidades, assim a chance da vida me agradar aumenta.
          E quem sabe se eu fizer algo para agradar a vida? Talvez facilite bastante e minhas respostas sejam mais a contento.

          Eu acredito no fluxo das energias, na energia trocada, e você recebe a energia que emana.
          Quando eu era mais nova não gostava do dia, queria a noite, até que eu percebi o quão essencial é o sol.
          Hoje me peguei pensando na beleza das flores, em especial do girassol, ele está sempre na direção do sol, encontrando o abrigo dele ali e se fortificando. Ele vai atrás do que traz as boas energias para ele, e em troca ele sempre faz sorrir quem o admira, ou você é capaz de se manter inerte e não esboçar nem um sorriso quando se depara com uma plantação de girassóis? Ou mesmo com um girassol solitário e bonito?
          É uma troca de energia do Universo, entende?
          Plante seus girassóis e saiba aproveitar as respostas da vida, porquê ela pode não dar a resposta desejada no momento, mas o dom de transformar esta resposta positivamente é apenas nosso.          

          Cuide-se, cuida
          Ame-se, ama
          Ajude-se, ajuda
          Trate-se bem, trata bem
          Seja grato
          Confia
          Respeite o tempo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Banho para um novo amor

Banho para encontrar um novo amor:

Ingredientes:
- Canela em pau
- Cravo da índia
- Noz moscada
- Flor de laranjeira
- Folhas de pitangueira
- Pétalas de 1 rosa vermelha
- Água

Como fazer:
Ferva a água, o cravo, a canela, a noz moscada e as folhas de pitangueira.
Desligue o fogo, acrescente as flores de laranjeira e as pétalas da rosa. Abafe e deixe esfriar.
Depois do banho normal, jogue o banho atrativo, preparado por você do pescoço para baixo, mentalizando a pessoa que você deseja ter ao seu lado. Faça na lua nova, crescente ou cheia.

Novo amor?
Não ainda, muito obrigada.
Ainda há velhas dores.
Antes de um novo amor, que fechem as feridas, que desensibilize as cicatrizes.
O processo é simples, os ingredientes são o mesmos, atente-se:

Com a canela em pau,
Faço chá.

O cravo da índia,
Enfeito o beijinho.

A noz moscada,
Tempero a carne.

E então, com a flor de laranjeira,
Enfeito o cabelo.

Das folhas de pitangueira,
Faço essência para perfumar o ambiente.

A rosa vermelha,
Enfeito o pequeno Altar.

A água,
Claro, essa vai para o banho.
Banho que lava os arranhões, leva a casca.

Banho de amor.
Amor próprio.

E na caixinha, Cartola, com um samba amigo,
Palavras já pensadas,
Sentimentos já sentidos,
Amor já vivido, já partido.

sábado, 20 de outubro de 2012

Padrão Familiar

          Eu vou te levar para sair, então você tem que aguentar minha tortura durante uma ou duas horas antes.
          Eu te prestei um favor, então me pague respirando no ritmo que eu acho que deve.
          Eu te fiz um carinho, seja grato eternamente e me obedeça.

          MERDA de Padrão Familiar

          Eu ganho mais do que você, me sirva.
          Eu sou mais popular, se arreganhe pra mim.
          Minha casa é maior, meu carro é melhor, se curve diante de mim.

          MERDA de Padrão Familiar

          Você sorri mais do que eu? É mais feliz do que eu? Você é um otário.
          Você estudou mais do que eu? Você é um mimado
          Você está em paz? Você é um alienado.
.
          MERDA de Padrão Familiar

          Você é independente? Você é um bosta que não está nem aí para o "mundo diante do seu nariz".
          Você é bem casado? Separe-se, é uma farsa.
          Você está bem solteiro? Encalhado!

          MERDA de Padrão Familiar

          Não faça diferente de mim,
          Não pense mais do que eu,
          Não ande com suas pernas,
          Não seja melhor do que eu,
          Não faça mais do que eu,
          Não quebre a nossa MERDA de Padrão Familiar.
       
          Você nunca será o melhor,
          Você não é querido,
          Você não tem capacidade,
          Você é um falsário,
          Você é desnaturado,
          Você não obedece a MERDA do nosso Padrão Familiar.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Trocando de roupa

          Devíamos trocar de amor com a mesma facilidade que trocamos de roupa, ou ao menos poder customizá-los.
          Abrir o guarda-roupa de manhã e escolher: -Hum, hoje eu estou a fim de um amor radiante, amarelo!
          Ah, hoje eu vou de violeta!

          Minha escolha geralmente é branca ou cor-de-rosa, devo ter umas 30 blusinhas brancas, mas sempre acho que está faltando, porquê, Ah se eu tivesse uma branca assim! Ou três brancas daquela ali! Ou três amores!
          Outro dia abria e fechava as portas do guarda-roupa ensandecidamente, e sem me satisfazer com nada percebi que eu precisava de uma blusa azul, abria, fechava, e falava, azul, azul, mas para minha surpresa estou sem blusas azuis, teve uma época que eu tinha umas cinco.
          Teve a época do amarelo também, mas a branca sempre tive aos montes.

          Branca, rosa, verde, vermelha, azul, amarela, violeta, preta...
          Quero sim a cor, mas quero aquela que me veste bem, me deixa magra, bem vestida, confortável e me fazendo sentir única.
          Se uma roupa houvesse que me fizesse renovar a cada dia, eu não sentiria necessidade de trocá-la.

domingo, 14 de outubro de 2012

Passarinha

Definir-me seria prender-me a pouco,
ou condenar-me à nada.
E eu, Passarinha que sou,
Sempre cantando e voando alto,
Não cometeria tal incivilidade.

domingo, 9 de setembro de 2012

Dépaysement


          Eu tenho a sensação de estar sempre fora de contexto, de nunca estar onde eu deveria, ou até mesmo gostaria de estar.
          Me parece que meus amigos estão sempre longe, outras cidades, estados, países.
          Vivo a constante de achar que se eu tivesse naquele outro lugar eu estaria bem, feliz, completa.
          A sensação de incompletude me acompanha.
          E então eu me pergunto: -Eu não caibo neste mundo? A vida não me veste?
          Sim, a vida me veste, mas nem sempre, ou quase nunca, me basta.
          O ser humano é movido pelo que ainda não conhece, pela estranheza das coisas, pela insatisfação.
          Eu penso que se em algum momento atingirmos a sensação de realização plena, ficaríamos desmotivados, se alcançarmos os objetivos e não tiver mais nada pela frente a gente pode parar, estacionar e ficar, e então não há mais progresso.
          Não falo do progresso científico, material, não que estes não sejam importantes, mas falo do progresso espiritual, mental, de auto-conhecimento e crescimento.
          Por vezes me martirizo por não estar satisfeita nunca, até que percebo que sou movida pela insatisfação. Não por um bel-prazer de reclamar, mas de procurar o novo, vivenciar o que ainda não veio, o desconhecido. E então me conformo por ser uma eterna insatisfeita.
          Não, na verdade nunca me conformo, nem em ser uma eterna inconformada, o conflito interno nunca para. "Pare de reclamar". "Não se conforme". "Está bom". "Tem que ser muito melhor".
          E assim sigo os dias, procurando as respostas nas músicas, leituras, no dia-a-dia e nas constâncias e, principalmente, inconstâncias da vida. Com a sensação eterna de estar deslocada. Mas isso é o que me move a procurar o meu lugar no mundo, sempre tendo a certeza que o meu mundo está em mim, e que este é o único mundo que eu caibo, onde posso falar todas as línguas que invento.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Participação muito mais que especial

Sim, eu sei que já falei aqui que dificilmente outra pessoa seria convidada a postar no Pinkekeando, mas vejam bem, usei a palavra dificilmente, ou seja, há casos especiais, e este é muito mais que especial!
E neste caso mais do que especial eu quero, com muita alegria e satisfação apresentar a vocês uma nova escritora, que vem arriscando seus primeiros esboços, afinal, quem sai aos seus não regenera.
Filha de mãe (e aqui tb) que se atreve a escrever e pai poeta, sobretudo um dos melhores compositores que conheci, e olha que sem modéstia nenhuma eu posso dizer que se tem uma coisa que eu conheço e entendo é de composições de letras. Quem me conhece sabe que não sou movida à música e sim regida, conheço uma infinidade de músicas, que por vezes até eu me surpreendo.
Bom, sem mais delongas vou postar a primeira historinha de Sofia, ela escreveu em casa, no meio de uma inspiração qualquer e eu achei sensacional.


A menina e o cão

          Em um belo dia uma menina estava passeando e viu um lindo cachorro perdido. Ela ficou com pena e ficou com o lindo cachorro e batizou de Gustavo Borges.
          No dia seguinte a menina chamada Sofia foi dar comida pro Gustavo, só que ele tinha fugido.  Ela o procurou pelo país inteiro, menos dentro da casinha dele.
          Foi aí que Sofia exclamou:
          -Eu me esqueci de procurara-lo dentro da casinha, vou lá agora mesmo!
          E era lá que ele estava.
          Quando chegou lá Sofia tinha achado Gustavo, e colocou Gustavo de castigo por uma semana, passaram cinco dias e Gustavo ainda estava de castigo, mas podia brincar com Sofia.
          Passado dois dias Gustavo saiu do castigo e aprendeu a nunca mais se esconder de Sofia.                                                                                

domingo, 2 de setembro de 2012

Superação

Ontem à noite eu recebi uma foto, seguida de palavras que me deixaram bastante feliz.

A foto continha um sorriso sincero, de alegria e superação, as palavras soavam como um "ufa".

Há bastante tempo participo da vida desta pessoa, a vi enfrentar muitos momentos difíceis, estive do lado em vários deles, tentando, juntos, derrotar os monstros, fiquei feliz por, apesar não estar do lado desta vez, ele ter resolvido compartilhar este momento, também comigo.



Então desde ontem eu venho repassando fatos da vida e pensando no poder que o ser humano tem de, principalmente, superar-se à cada dia.

Sim, porquê superar um e outro, bater recordes mundiais é fácil, difícil é superar nossos hábitos cíclicos, é superar o que nos prende e nos condena na nossa mente.

Apontar, julgar, condenar, bater no peito orgulhoso e dizer que não comete tais erros, é fácil, difícil é não ter orgulho, é entender que o orgulho, de nenhuma forma e em nenhum grau é bom, assim como inveja branca, orgulho bom é apenas fantasia e ilusão criados para justificar e mascarar sentimentos ínfimos que não nos levam a nada.

Temos o hábito de apontar externamente os problemas, as dificuldades e os obstáculos, afinal admitir que o nosso maior obstáculo é nós mesmos dói, temos que derrubar, passar por cima e minar o nosso tão amado orgulho para isso.

Eu vivo em constante conflito comigo, prezo a minha liberdade, grito aos 4 ventos que sou livre, mas quando paro, reflito, percebo que sou escrava de mim, da minha mente, dos meus pensamentos, hábitos, vícios.

Claro, libertar-se dos paradigmas cultivados desde muito tempo não é das tarefas mais fáceis, afinal por muitas vezes alimentamos com tanto zelo os obstáculos postos por nós, que acreditar que aquele obstáculo pode ser removido somente pela pessoa que o colocou ali se torna difícil de perceber.

A vida é feita de dia após dia, superação após superação e consciência de que, como diz o poeta, somos nós quem fazemos a vida, como der, ou puder, ou quiser...



E como o Pinkekeando não é um blog de fofocas, onde venho só comentar o que acontece na vida alheia, e sim um espaço que uso minha inspiração para pôr pra fora o que faz parte da minha vida, e se não fizer diretamente, pelo menos me põe a pensar sobre as minhas atitudes, eu declaro que ontem, sobretudo, fiquei demasiadamente emocionada ao ver aquela foto e ler àquelas palavras.

São tantos os motivos da emoção que eu não poderia listar aqui, mas posso dizer que ontem eu estava jururu, brocochô, ou seja lá qual for a melhor palavra que se encaixe, e ao ver aquilo tudo me pus a pensar primeiramente, em como é legal esta superação, etc, mas depois eu comecei a me cobrar, e eu? E onde irei me superar? Foi então que no show do Fábio Jr. (que contarei em outro post), ele cantou a música do Raul Seixas, Tente Outra Vez. É uma letra que sempre me faz refletir e eu gosto, tanto que já postei aqui, e a na minha mente a música Por Quem os Sinos Dobram é complementar da anterior e então:

"Tente outra vez,

Coragem, coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz

Coragem, coragem, eu sei que você pode mais,

Tente outra vez,

Não pense que a cabeça aguenta se você parar"



Este será por algum tempo o meu mantra.

Pense você também no seu, e cante-o incansavelmente!





PS: Parabéns, eu sei que você pode mais, inclusive ser um bom exemplo de ser humano. ;)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A casa

Naquela casa pouco havia, além de paredes brancas e desejo.
O quarto começou a ser composto por apenas um colchão, uma estante de ferro e carinho.
Naquela casa pouco havia, além de paredes brancas e amor.
O outro quarto começou a tomar forma e sons.
Naquela casa pouco havia, além de paredes brancas e uma rede.
A tv era apoiada em sua própria caixa, mas a toalha de renda dava graça.
Naquela casa pouco havia, além de paredes brancas e o cheiro do tempero na hora do almoço,
Que era servido na sala em uma modéstia mesa e uma tábua de passar servia de aparador para as panelas.
Naquela casa pouco havia, além de paredes brancas e amigos.
Que iam para o churrasco, para as risadas...
A casa foi se moldando e virando um lar.
No quarto já tinha cama, e depois de um dia solitário acordava sobressaltada, mas estava apenas sendo acolhida e aconchegada, ás vezes seguia uma declaração de amor eterno.
A casa que não tinha quadros e nem enfeites ganhou uma samambaia, e um aquário com peixes laranja.
Naquela casa, que pouco havia, até a parede branca foi rabiscada.
Naquela casa, que pouco havia foram queimados os sonhos.
Naquela casa que pouco havia e tinha se tornado um lar desmanchou-se, desmoronou.
Naquela casa que pouco havia, hoje não há.
Era uma linda casa, um lar promissor, mas hoje além de queimado os sonhos, foram apagadas as esperanças,
Foi apontado o desejo,
Foi mal-dito o amor,
Foi esquecida a rede,
O tempero ficou insoso.
Naquela casa que pouco havia e hoje não há,
Foram-se os amigos,
Calaram-se as declarações,
Mas ela ainda acorda sobressaltada na madrugada, com a sensação de aconchego,
Logo que percebe o engano adormece repassando o filme do lar, que nada faltava.