segunda-feira, 28 de maio de 2012

Páginas

Os olhos passeiam por entre as páginas,
Duas páginas tão distintas e tão iguais.
Nas duas a angústia se faz presente.
Em uma por ter certeza ser o destinatário,
Na outra por medo de não ser.

domingo, 27 de maio de 2012

Tempo da Delicadeza

O amor já caiu, doente, doente...
Já parti e perdi.
E agora vem o tempo da delicadeza?
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei, como encantado
Ao lado teu.

 As palavras acima foram descaradamente retiradas da música Todo o Sentimento, de Chico Buarque e Cristóvão Bastos.
Tentei discorrer sobre a letra, mas neste momento não cabe complementos sobre a letra e menos acerca dos Sentimentos.
E sim, eu usei licença poética para mudar uma ou duas palavras e pontuação.

sábado, 26 de maio de 2012

Medo

De repente, como de sopetão, chegou o medo.
A mente descompassada pensou, refletiu, ponderou, o coração acelerou.

O sinal pisca no amarelo, pedindo todo o cuidado e atenção, mas na noite passada avançamos.
Medo!
Mas logo o coração coloca tudo no compasso, inclusive a mente, porém o medo, este segue presente.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Minh'Alma


Metade da Minh’Alma foi embora, ou eu abandonei, não sei mais.
Mas ela sabe que é minha, que é minha metade, assim como sabe que a outra metade dela está comigo.
Mas ela não quer mais voltar.
A metade que eu tenho chora de solidão, angústia, dor, esperança, dúvida.
Metade da Minh’Alma não quer mais me acompanhar, tem medo de se ferir, mas ela sabe que a outra metade está aqui, doída e que não há outro encaixe.
Metade da Minh’Alma quer seguir pela metade, mas a parte que está comigo não tem suportado.
Talvez nossas metades sigam tranquilas com outras Almas.
Mas elas sabem que tudo que elas conseguirão ser é metade d’Alma.

Que foi embora, ou abandonada...não sei mais...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Amor?!

Sufocar, sufocar, sufocar...
Esconder, esconder, esconder...
Vergonha, vergonha, vergonha...

Amor
Dor
Amor
Gritos
Amor
Te amo
Amor
Amigo
Amor
...Amor?
Amor!

Então não há mais o que sufocar e esconder de vergonha.

Gritos

     Os gritos servem para aliviar, nada mais.
     Se doer, grite, fica mais fácil.
     Grito não tem destinatário, é para aliviar o sufoco.

Como era o dito mesmo...?

     O dito popular diz: "Quando a cabeça não pensa o corpo padece"
     Para mim ultimamente tem sido: "Quando a cabeça pensa o coração padece"

     Bom, a bem da verdade é que a vida segue, tem que seguir.
     Não sabemos o rumo que ela irá tomar, afinal quantas vezes perdemos a direção.
     A dúvida é uma constante, as angústias já podemos chamar de companheiras, a ansiedade por tudo se resolver está sempre caminhando do nosso lado, e então, se pularmos estas etapas o que nos resta?
     Vale a pena sairmos atropelando, devastando? Nos atropelando, devastando, triturando?
     A mente te dá uma direção, o coração grita outra. O que fazer?
     Calma, um dia de cada vez, um momento após o outro, curtindo cada detalhe.
     Não vale sufocar os sentimentos, afinal, qual é mesmo o sentimento?
     Ele já acompanha há tanto tempo, já é um velho amigo, que gera constantes dores, dúvidas, apertos, mas sobretudo risadas sinceras, sonhos reais, alívio no coração e uma enorme vontade de seguir em frente, fazer o melhor e direito.
     O que virá? Não sei. Não quero viver disso.
     Não quero mais viver nem do que foi.
     Vou viver do que tem sido, e tem sido bom.

terça-feira, 20 de março de 2012

Passado

     O passado dói, mói, rói, remói, corrói, destrói...
     Como uma avalanche atropela o que estava de pé.
     Revive,
     Dores, amores, saudades.
     Revive,
     Dói,
     Saudades,
     Amores,
     Dores,
     Destrói. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Telefone - Da série "continhos"

     A namorada acorda pensando no namorado e passa parte do seu dia pensando dele.
     O primeiro pensamento ao acordar foi em dedicar uma música a ele e ao seu amor.
     Ela está mais apaixonada do que antes.
     Ela sonha acordada e mantém o sorriso "de nada" estampado no rosto.
     Suspira!
     Percorre seu repertório musical, mas nenhuma música parece ser boa suficiente para dedicar-lhe.
     Depois de algum tempo pensa: - Vou concluir esta tarefa e ligar para ele.
     Faz sua tarefa e a conclui com entusiasmo.
     Disca sem disfarçar, ou querer disfarçar a excitação de ouvir a voz do amado, seu coração palpita e do outro lado da linha ele atende:
     - Alô.
     E ela com a voz doce:
     -Oi meu amor, tudo bem?
     Ele, sem mais delongas:
     -Tudo.
     Ela insiste na voz doce:
     -Tá podendo falar?
     Ele com o mesmo tom de antes:
     -Sim.
     Ela então, radiante e doce diz:
     -Liguei porquê queria ouvir a sua voz.
     E ele, com o tom anterior:
     -Ah, tá.
     -E as meninas estão bem?
     Ela, já com a voz murcha responde: 
     -Estão.

     47 segundos depois, ligação finalizada.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Dói, porquê dói!

     Porquê doeu de novo.
     Dói em quem apanha, sempre.
     Dói mais de uma vez, dói exagerado, dói com traumas.
     É tão difícil lidar com os nossos traumas, o que dirá os que não são nossos, é desconfortante.
     É cômodo engolir seco e dar as costas para o que não é nosso, dói menos, bem menos.
     Mas o tempo não volta minha gente, e a marca, a marca fica ali para sempre, ás vezes com a dúvida, ás vezes com a dor, ás vezes cicatrizada, mas toda cicatriz é frágil.
     Fragilidade, que palavra frescurenta, de mulherzinha!
     Que palavra sensível!
     Sensibilidade, é preciso fragilidade para tê-la!