sábado, 11 de fevereiro de 2012

Dói, porquê dói!

     Porquê doeu de novo.
     Dói em quem apanha, sempre.
     Dói mais de uma vez, dói exagerado, dói com traumas.
     É tão difícil lidar com os nossos traumas, o que dirá os que não são nossos, é desconfortante.
     É cômodo engolir seco e dar as costas para o que não é nosso, dói menos, bem menos.
     Mas o tempo não volta minha gente, e a marca, a marca fica ali para sempre, ás vezes com a dúvida, ás vezes com a dor, ás vezes cicatrizada, mas toda cicatriz é frágil.
     Fragilidade, que palavra frescurenta, de mulherzinha!
     Que palavra sensível!
     Sensibilidade, é preciso fragilidade para tê-la!