terça-feira, 31 de julho de 2018

Reencontro(s)

E então saí correndo deixando os chinelos pelo meio do caminho e segurando a saia.
Fui rindo e rodopiando para o meio da roda dançar como já era de costume.
A emoção tomou conta, mas não foi a artista principal.
Os sorrisos encontrados protagonizaram todo o capítulo.

Lembranças de gratidão,
Sentimento de amor,
Abraços de coração,
Reencontros de almas,
Confidências,
Saudade...
Partida repartida,
Porém recomposta!
Refeita!
Ressurgida!
Reinventada!
Inteira!

terça-feira, 13 de março de 2018

Sem Rima

Assim como hei de amá-lo, hei de me amar
Olhando-me calma e profundamente
Transcorrendo amor e transbordando

Identificando-me em cada olhar
Olhando-me no espelho
Aceitando minha história,
Meu Amor.

Não há métricas,
Nem rimas,
Apenas rimos.

domingo, 30 de julho de 2017

Caldas, Entre Montanhas Um Coração Mineiro

          Hoje a casa acordou cheia de gente, com crianças conversando, não eram as minhas filhas, elas estão viajando, mas são crianças que amo, que permitem que eu faça o papel que eu tanto amo, de tia, afinal meus sobrinhos, Nicholas, Augusto e João, moram alguns kilômetros de distância.

          Depois de dois anos que vim morar nesta cidade, este tamanho de casa faz todo sentido, ela recebe e acolhe amigos, crianças, conhecidos e até desconhecidos.
          Não posso dizer que foram dois anos somente de alegria, aliás, desde o dia em que cheguei na boléia do caminhão com a minha mudança e meu cabelo vermelho feito morango muitas águas rolaram, não foi só o cabelo que mudou, que já foi preto, castanho e agora é loiro, eu também mudei, não sou mais a mesma pessoa.
          Teve muita solidão, lágrimas, arrependimento, mas em nenhum momento eu deixei de contemplar as cores lindas desta cidade, aliás, cada dia mais tenho certeza que me mudei para cá por enxergar toda esta aquarela que representa Caldas.
          Tiveram também alegrias, muitas! Crescimento, reencontros, amores.
          Parece que julho, inconscientemente, é o mês escolhido para as minhas maiores mudanças, também há 10 anos eu me mudava para Salvador, que foi onde eu comecei o blog, então se você for lá no comecinho do blog encontra alguma coisa daquela outra história de amor, aquela que vivi em Salvador, mas, até então, não havia narrado aqui o quanto eu me encantava diariamente com aquelas cores do mar.
Foto de 30 de julho de 2015
          Me lembro da sensação exata quando avistei esta lua maravilhosa no dia em que me mudei, uma sexta-feira, 30 de julho, o quanto fui, e sou, grata a ela estar tão esplendorosa no céu, parei um instante para registrar e agradecer.
Foto de 30 de julho de 2017
          Caldas é uma cidade de encantos, mística, com cachoeiras e águas que possuem o dom de curar.
          Aqui a expansão espiritual também é maior, mais visível, entre estas montanhas o aconchego também é mais afável e os amigos daqui tenho certeza que são presentes dados a mim para que eu possa continuar nesta caminhada chamada vida, continuar com mais fé e mais fortalecida.
          Hoje quis subir até a praça para reproduzir a foto de dois anos atrás, a lua está crescente e não atrás da igreja, mas ainda sim as cores estão encantadoras.
          Se eu pudesse reproduzir o que exatamente minhas retinas veem eu faria, mas como não é possível registro através de lentes, procurando a maior fidelidade possível com as formas e cores para que os encantos estendam-se.
          Hoje minhas preces são de agradecimento.
Perspectiva da lua no fim da tarde em relação à Matriz em 30 de julho de 2017

sexta-feira, 9 de junho de 2017

3.5

Óia eu aqui de novo!
Este é o lugar pra onde eu sempre volto, entra rede social, vai rede social, entra idade, vai idade...
E como vai a idade né? 3.5 :o
Deu medo, confesso, mas teve gente em casa, teve ligação, teve felicitações, teve presente, tiveram filhas e dormi sem medo.
Acontece que o medo é diário, o medo de dar conta da vida e a sensação que tinha que rebobinar só um pouquinho, um dia ou dois, mas daí passo duas horas pensando como faria e...ufa! Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!
Avante!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Caldas em Cores

     A cor,
     O ritmo,
     O som,
     O cheiro.
    
     O que me encanta não é descritível, é sentido.
     As serras que abraçam,
     O ar que tem outra densidade,
     O vento que sobe as ruas em alta velocidade enquanto acaricia os cabelos.
     
     Apenas sinto,
     Nestas breve linhas tento explicar,
     Os sentidos afloram, as palavras ecoam,
     Escorrem.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Mineiragens

     O mineiro e a sua capacidade de formular uma frase com apenas vogais:
     - É uai. Ô!
     E a sua variação:
     - Ô! É uai.

Sem rede social, e agora?

     E hoje cancelei minhas redes sociais, sei lá por quanto tempo, sem prazos e estimativas.
     Mandei mensagem para algumas pessoas avisando, para aquelas que não vou encontrar pessoalmente nos próximos dias, sobretudo. Não sei se todos receberam a mensagem, estava no anseio de cancelar logo tudo.
     Passei uns dias longe de redes e fiquei em paz, mas pensando em quem poderia ter mandado mensagem, ao chegar em casa li e senti uma coisa estranha, então resolvi dar vazão ao que eu estava sentindo, de me desvincular do que não é tão real assim.
     Basicamente a mensagem dizia que eu resolvi modernizar e cancelar facebook e whatsapp, que para me encontrar a pessoa poderia me ligar, mandar um e-mail, visitar meu blog, mandar uma carta ou ainda aparecer para um café com bolo, com recomendações de se vier de longe avisar com certa antecedência para que eu não fosse a venda na hora da chegada da visita.
     E agora, José? Sem rede social...Falar que foi simples, simples, foi não, mas foi mais leve, peguei o celular para olhar, daí coloquei música, mas meu dia rendeu mais.
     Cansei de curtidas e mensagens cheias de nada, claro que querem dizer: Olha pensei em vc, etc, mas cansei, me ligue, comente meu blog, participe da minha vida. Ou não.
     Estou indo no caminho de encontro a mim mesmo faz algum tempo, tenho ido em busca de mim, e sei que não estou muito além, mas a questão é que rolar a página do facebook inconsciente e ler mensagens passadas a rodo no whatsapp me distrai e me leva para longe de mim, para um mundo externo e não é assim que eu imagino o meu reencontro.
      Sinto falta de escrever, os dias que estive longe da internet minha mente fervilhou. Espero que agora eu coloque mais no papel, mas tb não espero muita coisa, não cancelei redes com grandes objetivos, na verdade é só uma experimentação, ver como me sinto na contra-mão do fluxo ter, amigos, curtidas, contatos, amei, correntes e afins, quero ser, ser eu, Carolina, simples assim.
     Prazer!
     Apareça.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Sendo Amor

Ah este amor silêncio cheio de rótulos e censuras.
Apenas sinto, não preciso de definições e explicações.
Pare de silenciar e sinta, ou não, mas seja o que é.

Desprenda-se de amarras e dores.
Não há medo de errar.
Perca o medo de acertar.

Adiante!
Sinta,
Ou não.
Mas seja,
Não silencie.
Não rotule.
Seja!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

34

     Passou, tudo que era já foi, e está decretado que nenhuma dor ficou, nenhuma perda prevaleceu.
     Um lindo dia de sol encomendado nestes dias chuvosos, que levaram as mágoas e secou as feridas.
     Grata por este dias, gratidão por tanto amor, pelo amor próprio, pelos amigos (inclui filhas e família).
     Sinto-me novamente emocionalmente disponível. Disponível pra mim, para as minhas filhas, para os amigos, para um novo amor.
     Sinto fluir.
     Tudo flui como água.
     A Doce Vida segue adiante firmando, fortalecendo, amando, adoçando e dando a medida. Nada a mais, nem a menos, equilibrando.
     Sigo adiante, leve, e no mais que o vento leve.
     Recomeço todos os dias, todos os anos, toda celebração de aniversário.           Recomeçarei cada dia que for preciso, de hoje em diante, Sempre.


Recomeço
Flávia Wenceslau

Vou cantar meus sonhos
Pra desfazer o pranto
Do que não valeu
A partir desse instante
Vou olhar a vida
Como uma despedida
Pra uma festa maior
Vou desatar o nó
Das lembranças perdidas
Da tristeza contida
De um sofrimento a sós

Eu vou recomeçar
Como se hoje fosse
O primeiro dia do mundo
Não me machucar
Nem perder a hora
De saber o que será

Vou receber os dias
Como pedras raras
Que o vento escondeu
Vou te olhar nos olhos
Não se pede desculpas
Pelo que não foi dito
Pelo que não doeu
E na casa do tempo
Vou refazer a história
Respeitando a glória
De quem já sofreu
E tudo é bem menor
Que a verdade clara
Deste sentimento
Aclamar
Que a vida é um bem maior
Seu silêncio cala toda dor que há

E tudo é bem menor
Que a verdade clara
Deste sentimento
Aclamar
Que a vida é um bem maior
Seu silêncio cala toda dor que há

Eu vou recomeçar
Como se hoje fosse
O primeiro dia do mundo
Não me machucar
Nem perder a hora
De saber o que será