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segunda-feira, 8 de junho de 2015

33!


          Chegou!
Chegando na NovIdade!
          Mais do que nunca sinto-me mulher.
          Em primeiro lugar sou mãe, mas sou tudo.
          Desejos,
          Sonhos,
          Realizações,
          Vida!

          Sou quem eu imaginei aos 10?
          Não! Nem de perto, mas uso batom vermelho, como eu desejava.
          Faço minha unhas quando quero, uso esmaltes de todas as cores.
          Não sou uma alta executiva, só alta, então pouco uso salto.
          Só tenho roupas que gosto e uso o que eu quero e quando quero.
          Gosto de como me visto.
          Do que tenho.
          Demorei para ter um quarto só meu, mas agora tenho uma casa só minha.
          Ela é bonita, acolhedora, decorada por mim.
          Comprei todas as roupas e sapatos que eu quis. Acabei de doar 50% das coisas.

          Sou o que eu sonhei aos 17?
          Não! Ainda nem concluí uma faculdade, mas trabalho com arte, cores e chocolates.
          Tenho vários amigos, muitos acessórios e uso  óculos escuros de todos os tipos e sempre.

          Não sou como me definiria aos 7, 13, 18, 23...Sou mais confiante do que imaginei, tenho mais amigos que dedos e faço bolos melhores que algum dia cogitei. Aliás, eu agora gosto de bolo.
          
          Conheceu o amor da sua vida?
          - Sim, e me casei com ele.
          Ficará com ele?
          - Hoje não estamos juntos, mas numa vida de reviravoltas não posso afirmar nada, Deus é quem sabe.

          E o que eu diria pra mim aos 10?
          Relaxa! Curta os natais e os anos-novos, seu vô e sua vó viverão ainda um bocado e sua festa de 12 anos será incrível!

          Aos 13?
          - É, isso é depressão, mas passa. Reze! Fique perto de amigos.

          Aos 15?
          - As poucas fotos da sua comemoração dos 15 ficarão horrorosas, mas as pessoas envolvidas te amam. E, apesar de não ser aquele festão foca no amor.
          - Ah! E seu primeiro beijo será só na sua festa de 16 anos.

          Aos 17?
          - É a sua fase mais bonita, gostosa, experimental. Curta!
          Sua vó te acha linda e enche a boca para falar isso.

          Aos 21?
          - É neguinha, P-R-E-P-A-R-A!

          Aos 22?
          - Vai nascer daqui uns dias, você terá que aprender a ser mãe sozinha.
          Segue seu instinto que dá certo.
          Respira fundo.
          Ele ama você.
          Você saberá amar este pequeno ser.
          Mas não será fácil daqui pra frente, respira fundo e segue em frente.
          Reza. Pede pra Deus.
          Você há de conhecer muita coisa em pouco tempo e, provavelmente não goste do que irá se tornar, aliás você vai parar de se olhar no espelho, de se olhar nos olhos.
          Mas não será uma pessoa seca para sempre.
          Você tem amigos e eu sei que é difícil de acreditar, mas ele e ama, só que foi assim que ele aprendeu.
          E ela, tão pequenininha é sua companheira, conselheira, ouça o que ela diz, você escolheu o nome certo, SABEDORIA.

          Aos 25?
          Ufa! Passou o pior! Vai demorar, mas você irá se recompor. Seus cacos irão se juntar. A ajuda está chegando.
          E sinto muito, aquele velho medo infantil irá se concretizar. Seu vô vai antes da sua vó.
          Você se sentirá órfã. Não há o que fazer. Chore, sempre que tiver saudade, chore.

          Aos 27?
          - Vishi parece que a vida vai engolir de novo, mas agora é mais calmo, não é a toa que o povo diz que o segundo filho deveria vir antes do primeiro.
          Sua separação é um ato de amor, você não vai chorar, mas vai sofrer.
          Só siga em frente.
          Você irá trabalhar em um filme e ter a melhor das experiências profissionais, mesmo estando com um barrigão.
          Irá conhecer pessoas adoráveis.
          Ele ainda te ama, mas agora você se ama mais e ama as pequenas.
          A pequena que virá é FORTE, e esta é o que ela representará em sua vida.
          E ela já nascerá com perdão no coração.

          Aos 30?
          - PQP! Respira e vai! Não vai ser nessa que você vai morrer.
          A depressão é horrível, eu sei, e este ano é tudo que você terá.

          Aos 31?
          - É a pior. Você terá certeza que vai morrer, mas não vai.
          É a pior dor do mundo, é física também.
          Dor, culpa, medo, vergonha, mas passa, só respira e continua.
          Segue em frente.
          Um passo de cada vez.
          Você irá lançar um livro daqui um ano.

          Aos 32?
          - Viu? Passou?
          Olha que lugar incrível que você se mudou. E o livro?
          Que maravilha! Tornastes realmente mãe, prioriza educação, amor e orientação.
          Descobrirá falsidades, vai sofrer um pouco, mas o coração é mais leve. E como sempre, tudo passa.
          Só deixa ir o que não é bom, solta.
          Solta também os sentimentos não bons, os que te prendem.
          Olha quanta gente bacana ao seu redor. Observa quantas pessoas te amam.
          Sua casa vive cheia. De gente, de amor, de alimentos, para o corpo e para a alma.

De peito aberto para a vida!
          E agora aos 33?
          Deixa acontecer!
          Você aprendeu a desapegar, então deve ser mais fácil daqui pra frente.
          Elas estão lindas!
          E ele? Bem, de alguma forma você pode contar com ele. Toda forma de amor é válida.
          Confia,
          Entrega,
          Siga em frente,
          Ouça sempre música,
          Pare de procrastinar,
          Você está exultante,
          Linda igual aos 17. E não falo do físico.
          "Leviou"
          Saboreie a vida.
          Escreva seu monólogo, porra!

          E daqui 10 anos?
          Oras, deu certo até aqui! Então há de continuar.
          "Continue a nadar, continue a nadar..."
          Fé, sempre!
          Reza!

          Agradecimentos especiais:
          A elas, a ele.
          Aqueles que me amam e estão ao meu lado,
          Aqueles que saíram do meu lado,
          A quem soma,
          A quem abre espaço para o novo,
          A quem eu amo ter perto,
          A quem eu amo ter longe,
          E a mulher de vestido verde no ônibus, quando eu tinha 14 anos, que era da mesma cor da minha blusa e, de alguma forma isso colabora com que a minha memória sempre se exercite.


sábado, 13 de setembro de 2014

A Vida

          Na Aurora do dia, o telefone toca, Aurora estava para nascer.
          Coloquei a primeira roupa que vi pela frente e fui de encontro a mãe, que havia tido as primeiras contrações na minha casa.

          Me deparei com a cena mais comovente até hoje por mim vivida, o primeiro suspiro, o primeiro pulsar, o primeiro chorinho.
          Me deparei com a vida da forma mais natural, no romper da Aurora.

          Encanto-me todos os dias no vilarejo onde eu moro.
          Convivo com flores, crianças, cachorros, amizade, cavalos, amor, tudo ali, se misturando, sem discernimento.
          Deparo-me cada dia com a felicidade que entra pela minha porta, janela, frestas.
          E, hoje deparei-me com Aurora, que trouxe encantamento, história e mais emoção à nossa vida.

Seja bem vinda (a) Vida.






          "Nova Aurora a cada dia
          E há que se cuidar do broto
          Pra que a vida nos dê
          Flor e fruto"

Coração de Estudante - Milton Nascimento                                                                       

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Tempo

E o tempo vem como uma avalanche.
Sem que se percebesse ele passou,
E a vida aconteceu,
E machucou,
E a gente descuidou,
E marcou,
E o coração endureceu,
As lágrimas secaram,
O amor morreu.

A vida corre,
Sem que se note.
Rugas,
Pés de galinha,
Celulites,
Gorduras,
Descuido,
Desilusão,
Desamor.

O relógio não para,
O tempo não perdoa,
A vida não volta.
Lembranças,
Histórias,
Marcas,
Passado,
Presente,
Futuro!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A nossa história

Eu imagino assim:
A casa cheia de crianças, com um quintal enorme, jardim e piscina.
Juntando os meus, os seus e chegando os nossos.
Uma correria pela casa, me enlouquecendo.
E cada vez que eu olhar você, encontrarei conforto.
De manhã, aquela confusão para levar as crianças na escola.
De tarde, aquela mesa cheia de gente, alimento e alegria.
De noite, as tarefas, todas! Até que finalmente, ficaremos a sós =).
Aos sábados a conversa rendendo até quase de manhã.
Aos domingos, de vez em quando a gente se refugiando para tomarmos o nosso café, só nós dois!
Mas na hora do almoço volta aquela confusão, aquela mesa cheia de criança, de alimento, de amor e de alegria.
Cada vez que eu perder a calma você chega com a sua tranquilidade.
Cada vez que você se irritar eu te conforto com o meu abraço, e com a frase: - Tudo vem dar certo!
Nada muito fácil para não perder a graça.
Nada é fácil, sabemos bem disso!
Mas no meio de tanta confusão e barulho ouve-se, não ao longe, ouve-se bem ao perto, muita música, muita risada e pode-se ver no meio de tanta diversão, os olhos, todos os olhos brilham.




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Por que a vida nunca nos dá a resposta que queremos?

          Desafio feito, desafio aceito.

          Há umas duas, ou três semanas uma amiga pediu para que eu escrevesse algo no blog falando sobre as respostas, ou falta delas, da vida. Resultado? Travei.
          Mas não por estrelismo, é que eu achei que deveria escrever algo otimista e discursar de forma que mostrasse todos os lados positivos, e foi nessa que eu me coloquei a refletir e nada que eu pensasse ficava a contento.
          Pois então é uma peça pregada pela vida? Já que a resposta que eu quis ter não veio?
          E o que fazer com isso? Deixar cair no esquecimento o assunto? É, seria uma saída.
          Mas pensa comigo, se não veio do jeito que eu quero, então não serve para nada? Oras, tem que servir, pelo menos para eu cumprir o desafio que me foi proposto.

          E nestes dias fiquei analisando o assunto de acordo com os acontecimentos nos meus dias, e constatei que se viesse tudo da forma que eu desejo não conheceria o novo, afinal já viria tudo do meu jeito em "segurança", o que na verdade viraria um caos.
          Por exemplo, se é ofertada uma vaga de emprego e eu quero muito, e outra pessoa quer muito, como faz? É só uma vaga.
          Ou ainda, se eu quero me envolver com alguém, e outra pessoa quer também, e este alguém quer uma outra, daí ferrou.
          Então não adianta querer que a vida responda da forma mais cômoda para mim, eu que devo me abrir a novas ideias e oportunidades, assim a chance da vida me agradar aumenta.
          E quem sabe se eu fizer algo para agradar a vida? Talvez facilite bastante e minhas respostas sejam mais a contento.

          Eu acredito no fluxo das energias, na energia trocada, e você recebe a energia que emana.
          Quando eu era mais nova não gostava do dia, queria a noite, até que eu percebi o quão essencial é o sol.
          Hoje me peguei pensando na beleza das flores, em especial do girassol, ele está sempre na direção do sol, encontrando o abrigo dele ali e se fortificando. Ele vai atrás do que traz as boas energias para ele, e em troca ele sempre faz sorrir quem o admira, ou você é capaz de se manter inerte e não esboçar nem um sorriso quando se depara com uma plantação de girassóis? Ou mesmo com um girassol solitário e bonito?
          É uma troca de energia do Universo, entende?
          Plante seus girassóis e saiba aproveitar as respostas da vida, porquê ela pode não dar a resposta desejada no momento, mas o dom de transformar esta resposta positivamente é apenas nosso.          

          Cuide-se, cuida
          Ame-se, ama
          Ajude-se, ajuda
          Trate-se bem, trata bem
          Seja grato
          Confia
          Respeite o tempo.

domingo, 17 de junho de 2012

A gosto

Seria uma noite qualquer, de um agosto qualquer, se em meio à risadas, amigos, jogos, um cd do Paulo Diniz, violão e músicas ~que ela tanto gostava e cujas letras sabia de cor e salteado~, ele não tivesse dedilhado aqueles novos acordes.
Ela, não quis perder sua estampa de durona, fingia não prestar atenção enquanto jogava um jogo qualquer.
Ela, que muito gosta, mas pouco, para não dizer nada, entendia de acordes ~no violão mesmo tudo que conseguiu um dia foi Parabéns pra você e Cai-cai balão~, sabia qual era o próximo dedilhado.
Quando a letra começou as frases faziam sentido, sentir.
Ela sabia qual a próxima palavra, e isso fez seu coração pulsar mais forte. Nesta hora foi tomada pela certeza: - Esta é a música que ele fez para mim, uma verdadeira obra-prima!
E então eles seguiram suas vidas juntos, mas de forma individual, o que se tornou dolorido.
Após tantas dores decidiram continuar seguindo individualmente e desta vez separados.
O tempo passou enquanto seguiam as vidas. e ocorre que separados seguem com os corações saudosos (entrelaçados).

segunda-feira, 11 de junho de 2012

a MINHA vida

Cansei, não sei que rumo tomar.
Cansei da vida e seus dissabores,
De onde td é tão cobrado e nada entendido.
Cansei desse jeito de viver mais ou menos, onde tudo é simplesmente "levado"
Cansei destes medos e a forma que as coisas vão se desenrolando.
Cansei de onde tudo parece conspirar contra, onde as coisas são despejadas em cima de mim.
Cansei da aceitação,
Cansei de não ter as respostas,
Cansei de ser só,
Cansei de ter que lutar,
Cansei dos dissabores,
Cansei da vida...

Parece que é mais cômodo não entender, que é mais cômodo o brinquedinho antigo ficar esquecido no canto, deixá-lo lá, só, envelhecendo, amargurando, afinal, se não tiver que encontrá-lo sempre, não há do que se cobrar.
O brinquedo antigo acompanhou as etapas de crescimento na vida, com ele houve aconchego, mas tb houve enfrentamentos pessoais.
Então, deixa ele lá, esquecido no canto, porquê mesmo que ele tenha acalentado o coração, se deparar com ele a todo momento é ter que lidar com as incertezas e medos enfrentados anteriormente, e isso, não é cômodo.
A opção pela comodidade é mais segura, o brinquedo novo não é tão querido, mas traz segurança e a tranquilidade de poder esquecer-se de si.

Bom, a verdade é que li um texto no blog Cem +1 denominado "As marcas que quase ninguém vê", e este texto me abalou profundamente, e os comentários ainda mais.
Fico lendo, analisando e me identificando com muitas partes dele, assim como me identifiquei em muitos comentários
Em muitos momentos da minha pequena existência concluí que para mim é mais dolorido do que para as outras pessoas acordar, lidar com o mundo, conviver com a pequenez das pessoas, não pq eu seja egocêntrica, não é isso, tb não pq eu não seja, mas é que o ser humano tende a colocar o mundo sob sua perspectiva e percepção, então se as pessoas lhe parecem tranquilas e conseguem sorrir na vida, trabalhar, conversar e conviver entre si é pq não tem essa dificuldade de convivência, deu para entender o raciocínio?
Bom, enfim, sei que em vários momentos sinto esta dor descomunal ao me deslocar, ao ter que conviver socialmente, e então me enterro na minha cama, por vezes planejo ir morar em um lugar distante, onde ninguém fale a minha língua, e eu more só, com muitos filmes e livros em uma pequena edícula. Nunca tentei pôr fim a minha vida, mas entendo perfeitamente a diferença entre querer estar morta e querer morrer. Eu quero estar morta, todas estas vezes.
A lembrança da peça "Um Navio no espaço ou Ana Cristina César" também se fez presente a cada linha que meus olhos percorriam. Lembro de ter me emocionado durante a apresentação, não só por estar vendo o Paulo José com encantamento e ter ido cumprimentá-lo -cahan-, mas pela história, com o desfecho da história e da vida de Ana Cristina César.
Eu enfrento este bichinho ~é a forma que chamo a depressão~ há alguns anos, tenho agora procurado tratamento, porém tenho passado por uma fase, que confesso, não quero me tratar, quero sumir.
E então vêm as cobranças do tipo: - E suas filhas? Sua vida vale tão pouco?
Com licença quem não gostar, mas as minhas filhas? Não faz parte da cabeça depressiva como irão ficar os demais, afinal se uma pessoa que está em depressão significa que ela não tem dado conta de si, o que dirá das outras criaturas, mesmo que elas sejam lindas e tudo que conseguimos é sentir amor por elas.
Sim, elas são o que me segura, que me faz levantar, trabalhar e desejar o melhor para mim, pois só assim poderei dar a elas o que precisam para serem melhores para si.
Minha cabeça roda, transita no passado, no presente e futuro e concluo que não sei lidar com as dores e angústias que tenho sentido, não penso pôr um fim real à minha vida, mas concordo ao pensar que não seria nada mal esquecer dela, ou de parte dela, e aí pondero: Isso tb não é pôr fim? Deve ser.
E então lembro-me de Karen e volto intensamente desejar que a minha vida seja uma obra de ficção. Que a vida imite a arte!