A Valentina hoje ganhou uma caixa de bombons e uma de bis de um amigo.
Eu só a vi passando correndo ao meu lado, feito um furacão e indo para o quarto dela.
Pouco tempo depois ela volta com a caixa de bis, com menos 3 bis, agradece quem deu o chocolate a ela e oferece para quem está perto.
Daqui a pouco ela vem ao meu encontro e me entrega um sonho de valsa, que para criança é o chocolate "mais importante" da caixa, por ser o maior, o mais gostoso, me lembro de quando eu era criança eu queria ele, mas preferia deixar para os meus pais e, vejo que muitas crianças fazem realmente esta relação como sonho de valsa.
Então ela deu um chocolate "importante" para mim e um para a avó, voltou correndo para o quarto.
Fui atrás, ver o que estava aprontando, ao chegar no quarto vejo todos os chocolates separados por cor e por pessoa. Daí eu disse:
- Você vai me dar o que eu mais gosto?
- Vou. Pega este aqui também (outro na categoria dos importantes).
- Grata filha, mas a mamãe gosta mai deste, deste e deste.
- Ah! Então pega todos eles.
Pegou mais 3 chocolates e levou para a vó, outros 3 para o tio, outros para a irmã.
Eu olhei para a cena sorrindo, percebendo que é cansativo e nem sempre muito prazeroso educar os filhos.
Temos que lidar com situações e tarefas que não são tão fáceis, mas então pequenos gestos como este recarregamos a energia, por perceber também, que está sendo enraizado amor e bons valores em seus corações, afinal dividir uma caixa de chocolates com tanto desprendimento, não é para qualquer um.
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sábado, 1 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Padecendo no Paraíso
Elas estão se revezando.
Há umas três semanas foi Valentina que acordou de madrugada com dificuldade para respirar, então às 3:30h da manhã lá estava eu, dando entrada no Pronto Socorro.
Semana passada foi Sofia que me fez ir ao hospital correndo, 4h da manhã. Levou um tombo da cama e se queixou de muita dor. Fomos liberadas depois de um raio-x e muitas perguntas e olhares desconfiados. Fomos liberadas depois que foi concluído que ela apenas caiu da cama.
Há dois dias atrás Valentina acordou, por volta desta mesma hora, 3:30h, 4h, vomitando. Depois de um banho foi deitar com a mamãe sorrindo.
E hoje, Sofia, um pouco mais tarde, 5:30h, acordou se sentindo mal, tonta, com náuseas, dor-de-cabeça e afins, claro, fomos novamente correndo para o Pronto Socorro.
Aí me perguntam: - O que você faz da vida?
- Sou mãe!
- Não! Para viver.
- Ah! Para viver?
- Bom sinto o cheiro delas, cada vez que vem para o meu colo, sorrindo, chorando, ou só em busca de colo, farejo, como um bicho, para sentir o cheiro das minhas crias.
Ás vezes as chamo para o meu colo, com saudade do cheiro delas.
Ás vezes chegam da brincadeira, suada e mesmo assim, é o melhor cheiro do mundo.
Por vezes esbravejo e grito, dentro de mim, que não nasci para ser mãe, que não tenho paciência, que me falta este dom e que eu não aguento mais, até que uma delas chega e quando eu percebo já invadiu o meu colo e sinto o cheiro de filha.
Até quando uma grita de fome e a outra pede uma revistinha no banheiro, para ajudar a fazer cocô, e eu penso nos comerciais de margarina, me perguntando onde está o romantismo de ser mãe, com sobrancelha bem tirada, unhas feitas e um maridon boniton e gente boa, mesmo assim eu continuo sendo mãe.
Tantas outras vezes quero desistir, não é fácil ser uma mãe separada e responder a todas as perguntas.
Outras vezes quero ser a mulher mais linda e inteligente do mundo.
Ver minhas filhas rirem e com muita satisfação proferirem: - Esta é a minha mãe! Sabe até que chuchu se escreve com ch, além da letra de todas as músicas do mundo!
O fato é, que querendo ou não, me divertindo ou não, gostando ou não, e eu até gosto, mesmo não sendo muito, para viver eu sou mãe.
Há umas três semanas foi Valentina que acordou de madrugada com dificuldade para respirar, então às 3:30h da manhã lá estava eu, dando entrada no Pronto Socorro.
Semana passada foi Sofia que me fez ir ao hospital correndo, 4h da manhã. Levou um tombo da cama e se queixou de muita dor. Fomos liberadas depois de um raio-x e muitas perguntas e olhares desconfiados. Fomos liberadas depois que foi concluído que ela apenas caiu da cama.
Há dois dias atrás Valentina acordou, por volta desta mesma hora, 3:30h, 4h, vomitando. Depois de um banho foi deitar com a mamãe sorrindo.
E hoje, Sofia, um pouco mais tarde, 5:30h, acordou se sentindo mal, tonta, com náuseas, dor-de-cabeça e afins, claro, fomos novamente correndo para o Pronto Socorro.
Aí me perguntam: - O que você faz da vida?
- Sou mãe!
- Não! Para viver.
- Ah! Para viver?
- Bom sinto o cheiro delas, cada vez que vem para o meu colo, sorrindo, chorando, ou só em busca de colo, farejo, como um bicho, para sentir o cheiro das minhas crias.
Ás vezes as chamo para o meu colo, com saudade do cheiro delas.
Ás vezes chegam da brincadeira, suada e mesmo assim, é o melhor cheiro do mundo.
Por vezes esbravejo e grito, dentro de mim, que não nasci para ser mãe, que não tenho paciência, que me falta este dom e que eu não aguento mais, até que uma delas chega e quando eu percebo já invadiu o meu colo e sinto o cheiro de filha.
Até quando uma grita de fome e a outra pede uma revistinha no banheiro, para ajudar a fazer cocô, e eu penso nos comerciais de margarina, me perguntando onde está o romantismo de ser mãe, com sobrancelha bem tirada, unhas feitas e um maridon boniton e gente boa, mesmo assim eu continuo sendo mãe.
Tantas outras vezes quero desistir, não é fácil ser uma mãe separada e responder a todas as perguntas.
Outras vezes quero ser a mulher mais linda e inteligente do mundo.
Ver minhas filhas rirem e com muita satisfação proferirem: - Esta é a minha mãe! Sabe até que chuchu se escreve com ch, além da letra de todas as músicas do mundo!
O fato é, que querendo ou não, me divertindo ou não, gostando ou não, e eu até gosto, mesmo não sendo muito, para viver eu sou mãe.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Caixa de fotos
Na primeira noite do ano de 2013 abri minha caixa de fotos para a minha cunhada, minha mãe e minhas filhas.
Valentina:
- Olha a Bia (Sofia)!
risadas
Mamãe:
-Sofia, vem cá!
Mostrando a foto:
- Quem é?
Muitas risadas de Sofia...
Sofia:
- Sou eu, mas eu não me lembro desta foto.
Risadas na mesa.
Mamãe:
- Não, sou eu, quando tinha a sua idade.
Sofia:
- Sério? Quer dizer que quando eu crescer vou ficar assim? Que nem você?
- Que legal! Você é linda mãe!!!
Um abraço, tudo esclarecido. Muita emoção.
Valentina:
- Olha a Bia (Sofia)!
risadas
Mamãe:
-Sofia, vem cá!
Mostrando a foto:
- Quem é?
Muitas risadas de Sofia...
Sofia:
- Sou eu, mas eu não me lembro desta foto.
Risadas na mesa.
Mamãe:
- Não, sou eu, quando tinha a sua idade.
Sofia:
- Sério? Quer dizer que quando eu crescer vou ficar assim? Que nem você?
- Que legal! Você é linda mãe!!!
Um abraço, tudo esclarecido. Muita emoção.
Qualquer semelhança não é mera coincidência
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