Porquê doeu de novo.
Dói em quem apanha, sempre.
Dói mais de uma vez, dói exagerado, dói com traumas.
É tão difícil lidar com os nossos traumas, o que dirá os que não são nossos, é desconfortante.
É cômodo engolir seco e dar as costas para o que não é nosso, dói menos, bem menos.
Mas o tempo não volta minha gente, e a marca, a marca fica ali para sempre, ás vezes com a dúvida, ás vezes com a dor, ás vezes cicatrizada, mas toda cicatriz é frágil.
Fragilidade, que palavra frescurenta, de mulherzinha!
Que palavra sensível!
Sensibilidade, é preciso fragilidade para tê-la!
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sábado, 11 de fevereiro de 2012
terça-feira, 19 de julho de 2011
Sentimentos que chegam
Ela chega não sei de onde, e vagarosamente se espalha
Começa a me preencher e a dominar meus pensamentos.
Tento a todo custo expulsar de dentro de mim para que não me consuma, mas tem sido mais forte que eu.
Não há como explicar se é raiva, se é tristeza, se é misto
Só sei que como em um passe de mágica não me lembro o que estava acontecendo, pensando
Sou consumida, sem querer.
Me encho de indagações e a ajudo a me pisotear, me consumir e até a me julgar e condenar.
Me condeno só, imaginando que sou condenada pelos outros.
E os condeno.
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