Hoje acordei durante um diálogo dentro de um sonho. Enquanto eu despertava e, informava ao corpo que já era hora de levantar continuei o diálogo do sonho e o repassei por um tempo durante as primeiras providências matinais.
Lembrei-me de Oswaldo, em "Sempre não é todo dia", mas apenas agora, depois da meia-noite coloquei a música para ouvir, afinal eu tinha decidido ir ver uma amiga hj e tinha mais alguns afazeres.
Acordei tão só, mas passei o dia acompanhada, obviamente em alguns momentos senti a companhia da solidão, mas não aquela que estou sozinha, nem aquela que me afogo, e sim aquela que em segundos me distraio com uma piada de uma amiga, ou uma peripécia de filha.
Bombardeei meu compadre no whatsapp antes do banho, despejei meus sentimentos, chorei, ouvi/li besteira, ri e continuei a vida.
Continuo com a solidão acompanhada, sentindo falta daquela ausência presente, fantasiando que todas as festas eram divertidas e sabendo que grande parte é apenas parte da minha ilusão.
Iludo-me, e, então, não me sinto tão só, com o fone no máximo repasso músicas que fragmentam lembranças, muitas das quais só existem em mim, que talvez nem tenham acontecido.
Acho que tudo me acompanhará pra sempre, mas sempre não é todo dia.
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sábado, 4 de julho de 2015
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Solidão
Sem prévias licenças ela invade,
Como quem fosse convidada ela assenta-se.
Faz-se cruelmente presente.
Então vem os modernistas: -Só se sentirá feliz com alguém quando se sentires bem sozinho.
Ora, faça-me o favor, não nasci para viver só, se assim fosse não teria nascido ligada a um cordão umbilical
Gosto de gente, de movimento.
Gosto de risos, palavras, conversas jogadas fora e debates políticos.
A solidão arde.
É uma necessidade de demonstrar o quanto se vive bem sozinho,
O quanto está melhor após terminar um relacionamento, que eu realmente não entendo então porque esteve junto.
Esteve junto porque a companhia da pessoa é agradável? Por medo de estar sozinho? Para não passar atestado de "falido no amor"?
São tantos motivos que ligam as pessoas e depois elas simplesmente desdenham, como se aquela união tivesse sido a mais burra.
Bem, pode ter sido, mas a burrice foi sua, meu caro, minha cara.
É constrangedor ver sua alegria forçada em estar só.
A solidão segue de mãos dadas com a desilusão e há de se ter cuidado para não abraçar o amargor.
Ter momentos solitário é diferente de conviver com a solidão.
Cuidado ela chega sorrateiramente afetando seu humor e te faz acreditar que é mais sábio dividir-se consigo mesmo, e então quando menos esperar estará em cacos, sem ninguém que possa colar.
É agonizante.
Como quem fosse convidada ela assenta-se.
Faz-se cruelmente presente.
Então vem os modernistas: -Só se sentirá feliz com alguém quando se sentires bem sozinho.
Ora, faça-me o favor, não nasci para viver só, se assim fosse não teria nascido ligada a um cordão umbilical
Gosto de gente, de movimento.
Gosto de risos, palavras, conversas jogadas fora e debates políticos.
A solidão arde.
É uma necessidade de demonstrar o quanto se vive bem sozinho,
O quanto está melhor após terminar um relacionamento, que eu realmente não entendo então porque esteve junto.
Esteve junto porque a companhia da pessoa é agradável? Por medo de estar sozinho? Para não passar atestado de "falido no amor"?
São tantos motivos que ligam as pessoas e depois elas simplesmente desdenham, como se aquela união tivesse sido a mais burra.
Bem, pode ter sido, mas a burrice foi sua, meu caro, minha cara.
É constrangedor ver sua alegria forçada em estar só.
A solidão segue de mãos dadas com a desilusão e há de se ter cuidado para não abraçar o amargor.
Ter momentos solitário é diferente de conviver com a solidão.
Cuidado ela chega sorrateiramente afetando seu humor e te faz acreditar que é mais sábio dividir-se consigo mesmo, e então quando menos esperar estará em cacos, sem ninguém que possa colar.
É agonizante.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Dói, porquê dói!
Porquê doeu de novo.
Dói em quem apanha, sempre.
Dói mais de uma vez, dói exagerado, dói com traumas.
É tão difícil lidar com os nossos traumas, o que dirá os que não são nossos, é desconfortante.
É cômodo engolir seco e dar as costas para o que não é nosso, dói menos, bem menos.
Mas o tempo não volta minha gente, e a marca, a marca fica ali para sempre, ás vezes com a dúvida, ás vezes com a dor, ás vezes cicatrizada, mas toda cicatriz é frágil.
Fragilidade, que palavra frescurenta, de mulherzinha!
Que palavra sensível!
Sensibilidade, é preciso fragilidade para tê-la!
Dói em quem apanha, sempre.
Dói mais de uma vez, dói exagerado, dói com traumas.
É tão difícil lidar com os nossos traumas, o que dirá os que não são nossos, é desconfortante.
É cômodo engolir seco e dar as costas para o que não é nosso, dói menos, bem menos.
Mas o tempo não volta minha gente, e a marca, a marca fica ali para sempre, ás vezes com a dúvida, ás vezes com a dor, ás vezes cicatrizada, mas toda cicatriz é frágil.
Fragilidade, que palavra frescurenta, de mulherzinha!
Que palavra sensível!
Sensibilidade, é preciso fragilidade para tê-la!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Poetisando...
Há alguns dias atrás, alguém que vê além veio me falar de passado, amor, presente e futuro.
Me percebi na solidão e tive saudade, saudade de amar, de estar junto, de ter companhia.
Eis que bateu a saudade e doeu, o choro fez-se presente, com angústias, dúvidas, dores e passado.
Um amigo, na intenção de confortar disse docemente: Ninguém muda, mas indaguei: - Não mesmo? E se mudar? E se mudou? E se é o que sempre quis?
Enfim recobrei a consciência e percebi que, mesmo junto havia solidão, mesmo junto não havia companhia.
Mas a dúvida continua, mesmo junto, no passado, houve amor? Respeito?
Ninguém pode dar o que não tem, o que não sabe, o que nunca aprendeu...
Amigo querido, as pessoas mudam, mas há coisas que não se aprende, apenas se sabe.
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