E desta vez o texto vem pra cá e não para o blog onde eu assino com o meu pseudônimo.
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Vejo-me estuprada diariamente pela sociedade machista e patriarcal.
Sinto nojo de pensar nestas leis que tocam e invadem o meu corpo.
A vontade de torturar estes merdas que fazem comentários sexuais com uma menina de 12 anos é grande.
Até que dia aceitaremos as cantadas, invasões e agressões sociais, patriarcais e machistas?
A dor é contínua.
Dói todos os dias o aborto das minhas filhas.
E não falo daquele que sofri quando perdi um neném e o pai deu graças à deus, falo das que estão aqui, paridas, que o pai troca ausência por dinheiro.
Todos os dias dói o estupro cometido.
E não falo daquele que antecedeu o aborto, falo das filhas que estão aqui, paridas, que vieram para o meu ventre sem a minha permissão, mas o pai delas me achava linda a ponto de tudo bem ter uma filha comigo, mesmo que eu não concordasse.

O histórico familiar de abusos é grande, mas por hoje chega.
Minhas filhas não são mais filhas do abuso, elas são as mulheres que quebram este DNA de abusos.
No meu corpo NÃO MAIS.
No delas, NUNCA!
Chega do silêncio e da vergonha que faz parte da cultura do estupro.
Chega desta cultura machista, patriarcal, preconceituosa e do cala boca e chupa logo.
No meu corpo eu tenho direito.
Das minhas palavras eu tenho o domínio.

NÃO! NÃO! NÃO!
Eu estava dormindo, pq eu estava bêbada e depois pq eu estava cansada, não tive direito sob o meu corpo.
E quantas outras estavam acordadas e sendo apenas torturadas e manipuladas?
CHEGA!
Não me calo mais, não se calem mais.
Ponham pra fora, porquê a culpa não é sua, não é com você, é com ele.
Tiremos a cultura da vergonha e do estupro e enraizemos a SORORIDADE.